terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O ponto negro

O dia pode ser repleto de acontecimentos, alguns bons e outros ruins. O que tornará ele alegre ou não, vai depender sobre qual deles concentrará sua atenção.
Você para e pensa nos livramentos que recebeu, nas inúmeras coisas legais que aconteceram durante seu dia, ou mantém sua mente naquilo que não foi bom?
Quando seus olhos estão focados no problema, você não percebe o bem que lhe cerca e os inúmeros motivos que tem para ser grato, pois não consegue lembrar de todo o bem que já lhe sobreveio.
O salmista escreveu no Salmos 103: 2: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios”.
Não se esqueça do bem que o Senhor tem feito em sua vida. Tire seus olhos dos problemas e veja o quanto já recebeu. Quero deixar abaixo uma ilustração e espero que o Espírito Santo de Deus a use para modificar sua mente e ampliar sua visão.

O ponto negro
Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos
para se prepararem para uma prova relâmpago.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do
texto virada para baixo, como era de costume.
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha e para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um
ponto negro, no meio da folha.
O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam,
disse o seguinte:
- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente
da turma e começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.

Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:
 - Esse teste apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco, mas todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vida. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é um presente de Deus dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.
Temos motivos para comemorar sempre, seja pela natureza que se renova, pelos amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento e principalmente pelos milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o
relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.
Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que recebemos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.
Pense nisso!
Tire os olhos dos pontos negros de sua vida.
Aproveite cada bênção, cada momento que Deus lhe dá. Creia: o
choro pode durar até o anoitecer, mas a alegria logo vem no amanhecer.
Tenha essa certeza, tranquilize-se, agradeçã pelas bênçãos recebidas e seja muito feliz!

(Autor desconhecido)

Deus abençoe sua vida!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Persistência: virtude de um vencedor!

Persistir quando tudo ao redor insiste em fazê-lo desistir é uma atitude daquele que sabe exatamente aonde quer chegar.
Sofrimento, perdas, decepções, frustrações, são alguns dos bloqueios que todos aqueles que vivem neste mundo precisam enfrentar.
Rick Warren escreveu que: “O segredo da resistência é lembrar-se de que seu sofrimento é temporário, mas sua recompensa é eterna”.
Deus está tornando você forte e fortalecendo sua fé!
Rick ainda cita que “Cada problema é uma oportunidade para edificação do caráter, e quanto mais difícil for, maior será o potencial para o desenvolvimento de músculos espirituais e fibra moral”.
Deus é bom em todo o tempo e em todo tempo Deus é bom!
Uma vez enraizada essa verdade no seu coração, você terá total certeza de que Deus está soberanamente no controle de todas as coisas e que de acordo com a SUA palavra, “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados de acordo com o seu propósito” (Romanos 8:28), então, é só uma questão de tempo para que o melhor venha sobre sua vida!
Aprenda o máximo que puder durante as lutas. Veja Deus agindo em seu favor.
Paulo escreve na carta aos Corintios: “Sede meus imitadores como eu sou de CRISTO”. (1 Corintios 11:1)
Pense no que ELE faria se estivesse vivendo a mesma situação que você e tente agir como ELE agiria.
Alegrem-se sempre no Senhor e deem a ELE a glória que lhe é devida.
Os problemas provam sua fé e perseverança, e aquele que não é provado, não pode ser  aprovado, portanto, recuse-se a desistir.
Deus não o chamou para retroceder, mas para perseverar até o fim!

Que ELE abençoe sua vida!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Por amor, ELE escolheu a cruz!

O amor algumas vezes é provado pela dor.
Pense no que você não daria em troca do bem estar daqueles que ama?
Quantas vezes já não quis trocar de lugar com seu filho, pai, mãe ou ente querido para não vê-lo sofrer ou padecer perante uma doença? Principalmente quando você sabe que ela terminará em morte.
Eu quero lhe dizer que você “estava” ou “está” doente, de uma doença terrível, pois não apenas castiga o corpo, como também “destrói” a alma. Ela se chama pecado.
O pecado que corta os laços com o PAI e deixa imundo quem ele habita.
Esse mesmo pecado conduz o homem a um abismo, onde o fim é a morte eterna.
Mas eu tenho uma boa notícia para você, alguém que lhe ama, tomou sobre si todo o pecado que havia em você, para limpá-lo de toda doença e deixa-lo saudável e limpo.
JESUS CRISTO é essa pessoa. Desde os altos céus O SEU amor alcançou a sua vida, e para não vê-lo morrer, ELE desceu a terra, tomou sobre si toda a sua enfermidade, sofreu e morreu em seu lugar.
Foi um alto preço, mas ELE não se importou, pois você é muito valioso e o amor que ELE lhe tem é eterno.
Abaixo, segue trechos de um sermão que fala a respeito do quanto custou a JESUS o amor que ELE tem por sua vida.
Espero que o Espírito Santo fale profundamente ao seu coração, e que você perceba que JESUS CRISTO É TOTALMENTE DESEJÁVEL.

É TEMPO DE SE ACHEGAR A DEUS, POIS NÃO HÁ  SALVAÇÃO, NEM VIDA DE VERDADE FORA DELE.
POR AMOR A VOCÊ E A MIM, ELE ESCOLHEU A DOR E A CRUZ!

A Agonia no Getsêmani
Sermão pregado no Domingo, 18 de Outubro de 1874.
Por Charles Haddon Spurgeon.
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

“E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão.” (Lucas 22:44)

   Quando nosso Senhor terminou de comer a Páscoa e celebrar a ceia com seus discípulos, foi com eles ao Monte das Oliveiras, e entrou no jardim do Getsêmani. O que o induziu a selecionar esse lugar para que fosse a cena de sua terrível agonia?
Assim como um enfermo escolheria estar em sua própria cama, assim Jesus escolheu suportar sua agonia em seu próprio oratório, onde as lembranças dos momentos de comunhão com Seu Pai estariam de maneira vivida diante Dele.
Além disso, nosso Senhor queria que víssemos o quanto nosso pecado havia transformado tudo ao redor Dele em aflição, convertendo suas riquezas em pobreza, sua paz em duros trabalhos, sua glória em vergonha, e também o lugar de seu retiro pleno de paz, onde em santa devoção tinha estado tão próximo do céu em comunhão com Deus, nosso pecado havia transformado no foco de sua aflição e centro de sua dor. Ali onde seu deleite tinha sido maior, ali estava chamado a sofrer sua máxima aflição.
    Nosso Senhor não desejava se esconder, não precisava ser perseguido como um ladrão, ou ser buscado por espias. Ele foi valorosamente ao lugar onde seus inimigos conheciam pois Ele tinha o costume de orar, pois Ele escolheu ser tomado para sofrer e morrer. Eles não o arrastaram ao pretório de Pilatos contra sua vontade, mas ELE foi com eles voluntariamente.
   Quando chegou a hora de ser traído, ali Ele estava, num lugar onde o traidor poderia o encontrar facilmente, e quando Judas o beijou, sua face estava pronta para receber a saudação traidora. O bendito Salvador deleitava-se no cumprimento da vontade do Senhor, ainda que isso implicasse a obediência até a morte.
  Por favor, perdoem de antemão qualquer erro. Um homem precisa ser inspirado, ou limitar-se às palavras inspiradas, para poder falar adequadamente em todo momento sobre o “grandioso mistério da piedade,” Deus manifestado em carne. Especialmente quando esse indivíduo tem que refletir sobre Deus manifesto tão claramente na carne sofredora.
Meditando na cena da agonia no Getsêmani, somos obrigados a dar-nos conta que nosso Salvador suportou aí uma tristeza desconhecida em qualquer outra etapa de Sua vida, portanto, começaremos fazendo a seguinte pergunta: QUAL ERA A CAUSA DESSA TRISTEZA ESPECIAL DO GETSÊMANI?
   Nosso Senhor era “varão de dores e experimentado no sofrimento” ao longo de toda Sua vida, no entanto, ainda que soe paradoxo, penso que dificilmente existiu sobre a face da terra um homem mais feliz que Jesus de Nazaré, pois as dores que Ele teve que suportar foram compensadas pela paz da pureza, a calma da comunhão com Deus, e a alegria da benevolência. Todo homem bom sabe que a benevolência é doce e seu nível de doçura aumenta em proporção a dor suportada voluntariamente quando se cumprem seus amáveis desígnios. Fazer o bem sempre produz alegria.
  Além disso, Jesus tinha uma perfeita paz com Deus todo o tempo; sabemos que era assim porque Ele considerava essa paz como uma herança especial, a qual podia deixar a seus discípulos, e antes de morrer disse-lhes: “A paz vos deixo, a minha paz vos dou.” Ele era manso e humilde de coração, e, portanto sua alma possuía o descanso.
  Porem, no Getsêmani, tudo parece ter mudado. Sua paz o abandonou, Sua calma se converteu em tempestade, ali dentro dos muros do Getsêmani, onde clama: “ Pai, se possível, passe de mim esse cálice.” Observem que dificilmente ao longo de toda sua vida o observam com uma expressão de angustia, e no entanto, aqui Ele fala, não só mediante suspiros e suor de sangue, mas também por meio das seguintes palavras: “Minha alma está muito triste, até a morte.” No jardim, o homem que sofria não podia ocultar sua angustia, e dá a impressão que não queria fazê-lo.
  Mas nosso Campeão resistiu até o sangue, agonizando contra o pecado. O que doía a Ti, ó Senhor, que padecias tão dolorosamente nesse momento?
Fica-nos muito claro que sua profunda angústia e inquietude não eram causadas por nenhuma dor física. Sem dúvida nosso Salvador estava familiarizado com a enfermidade e a dor, pois Ele tomou nossas enfermidades, porém nunca antes se queixou de algum sofrimento físico. Nem tampouco ao momento de entrar no jardim do Getsêmani havia sido afligido por algum dolo.
  O haviam chamado de “homem comilão e beberrão,” o tinham acusado de lançar fora aos demônios pelo príncipe dos demônios, já não podiam dizer mais e, no entanto, Cristo havia enfrentado tudo valorosamente. Não podia ser possível que agora Ele estivera muito triste até a morte por tal causa. Algo mais agudo que a dor, mais cortante que a censura, mais terrível que o luto, nesse momento contendia com o Salvador, e o levava a “entristecer-se e angustiar-se em grande medida.”
  O que vocês crêem que marcou de maneira tão intensa o Getsêmani e às angústias que ali tiveram parte?
  Cremos que o Pai o colocou a sofrer ali por nós.
“Mas o Senhor carregou sobre si o pecado de nós todos.” Ao que não conhecia pecado, por nós se fez pecado. Ele estava próximo a “que pela graça de Deus provasse a morte por todos,” e levar a maldição que os pecadores mereciam. Porque esteve no lugar dos pecadores, sofreu no lugar deles. Aqui está o segredo dessas agonias que não é possível mensurar, tão certo é que:

“Somente para Deus, e unicamente para Ele
Suas angustias são plenamente conhecidas.”

  No entanto, quero exortá-los para que considerem por um momento essas angustias, para que possam amar Quem as sofreu.
 Como Deus, era perfeitamente santo e incapaz de pecar, e como homem estava sem mancha, puro e sem nenhuma contaminação, no entanto, teve que carregar o pecado, ser levado como bode expiatório carregando a iniquidade de pecadores sobre sua cabeça, ser tomado e feito uma oferenda pelo pecado, e pagar seu preço.
  Lutero descreveu Deus vendo em JESUS todos os pecados do mundo, e como se Ele houvesse cometido todo o pecado cometido em todos os tempos por Seu povo, pois todo esse pecado foi colocado sobre Ele, e também sobre Ele deveria tombar toda a violência que esse pecado exigia. Ele tinha que ser o centro de toda a vergonha e carregar sobre Si tudo o que deveria recair sobre os culpados filhos dos homens.
  O cruel e pouco generoso tratamento que Ele mesmo tinha recebido fazia parte do ódio que o homem sentia para com Deus. Nem as feridas tampouco os golpes o afligiam tanto como o pecado, e isso sobrecarregava completamente Sua alma.
QUAL ERA O CARÁTER DESSA ANGÚSTIA?
  Não era dor, palpitações do coração, dor de cabeça que o afligia, era algo pior, a turbação de espírito é pior que a dor corporal.  A dor poder trazer problemas e converter-se na causa incidental de angústia, porem, se a mente está perfeitamente tranquila, um homem pode suportar a dor sem maiores problemas, e quando a alma está radiante e levantada por um gozo interno, a dor do corpo quase é esquecida, pois a alma conquista ao corpo.
  O principal sofrimento de nosso Senhor estava em Sua alma. “Quem suportará ao ânimo angustiado?” a dor de espírito é a pior das dores, a tristeza de coração é o ápice das aflições.
 No capítulo 26 de Mateus, no versículo 37 está registrado que Ele “começou a entristecer-se e a angustiar-se muito” e essa expressão está cheia de significado. Muito mais conteúdo, em verdade, do que poderíamos explicar.
Pode significar a completa invasão da mente pela angústia, de tal forma que qualquer outro pensamento capaz de aliviar a pena, fica totalmente excluído. Um pensamento lacerante consumia Sua alma inteira e queimava tudo que pudesse fornecer consolo.
Foi lançado de um lado a outro como que sobre um poderoso mar embravecido, envolto na tormenta, arrastado por sua fúria. “e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. (Isaías 53:4)” Como o salmista disse, inumeráveis males o cercavam de tal forma que seu coração se angustiava e se derretia como cera em suas entranhas em um completo desmaio. Começou a “angustiar-se muito.”
 O suor frio, pegajoso dos moribundos é produzido pela fraqueza corporal, mas o suor sangrento de Jesus era produzido pelo total desfalecimento e prostração de Sua alma. Sua alma estava em um terrível desmaio, e sofria da morte interna, cujo acompanhamento não eram lágrimas usuais dos olhos, mas sim um choro de sangue proveniente do homem inteiro.
Nosso Senhor estava “muito angustiado”, abatido, desalentado e sobrecarregado pela pena. Não houve aflições piores do que as de Cristo, e Ele mesmo disse: “Minha alma está muito triste”, ou rodeada de tristezas, “até a morte”. Ele não morreu no jardim, porem sofreu o mesmo que se houvera morrido.

“Somente para Deus, e unicamente para Ele
Suas angustias são plenamente conhecidas.”

 Nossa terceira pergunta será QUAL FOI O ALÍVIO DE NOSSO SENHOR EM TUDO ISSO?
  É perfeitamente normal esperarmos que nossos irmãos vigiem conosco em nossa hora de provação, porém, nosso Senhor sabia que os homens não eram capazes de ajudá-LO , ainda que seus espíritos quisessem fazê-lo, sua carne era fraca. Então, o que JESUS fez?     Recorreu à oração, e especialmente a Deus em seu caráter de Pai.
  A oração era o canal de consolo do Redentor. Verdadeira, intensa, reverente, a oração se repete, e depois de cada tempo de oração regressava a calma, então voltava para seus discípulos com uma medida de paz restaurada. Quando percebia-os dormindo, suas aflições regressaram, fazendo-O voltar  a orar, e a cada vez sendo consolado, de tal forma que quando orou pela terceira vez já estava preparado para se encontrar com Judas e com os soldados, e para ir com silenciosa paciência ao juízo e à morte.
Seu grande consolo era a oração e submissão à vontade divina, pois quando colocou Sua própria vontade aos pés de Seu Pai, a debilidade de Sua carne não se queixou mais e em doce silêncio, como uma ovelha submetida aos tosquiadores, conteve a Sua alma em paciência e descanso.
Irei concluir sacando duas ou três aplicações de todo nosso tema. Que o Espírito Santo nos instrua.
  A primeira é essa: Conheçam queridos irmãos, a humanidade real de nosso Senhor Jesus Cristo. Não pensem Nele “unicamente” como Deus, ainda que certamente ELE o seja, porém sintam-nO como relacionado com vocês, ossos de seus ossos e carne de sua carne. ELE plenamente pode compreendê-los, pois carregou sobre si todas as cargas que vocês possuiam, e foi afligido com todas as aflições que deveriam ser de vocês. São muito profundas as águas pelas que vocês estão atravessando? No entanto, não podem ser comparadas com as torrentes com as que Ele foi golpeado. Jamais penetra no espírito de vocês alguma dor que seja estranha a ELE. Jesus pode identificar-se com todas as aflições dos homens, pois sofreu muito mais do que eles sofreram, portanto, é capaz de socorrê-los em suas tentações. Apeguem-se a Jesus como seu amigo íntimo, o irmão que os ajudará na adversidade e terão obtido um consolo que lhes permitirá atravessar todas as profundezas.
  Continuando, contemplem aqui o intolerável mal do pecado. Você é um pecador, porém Jesus nunca o foi, e, no entanto, estar em lugar do pecador foi tão terrível para Ele que o deixou muito triste, até a morte. O que será para você um dia o pecado se for achado culpado no final! Oh, se pudéssemos descrever o horror do pecado não haveria nenhum de vocês satisfeito de permanecer nele nem por um momento; creio que essa manhã, se elevaria dessa casa de oração um lamento e gemidos tais que poderiam ser ouvidos nas próprias ruas, se os homens e as mulheres aqui presentes que estão vivendo em pecado pudessem entender realmente o que é o pecado e quais serão os juízos de Deus que muito logo os rodearão e destruirão. Oh alma, o pecado deve ser uma coisa terrível se ele entristeceu dessa forma a nosso Senhor.
  Vejam, porém, o amor sem par de Jesus, que por nossa causa, não somente sofreu no corpo, mas também aceitou com horror, ser contado como um pecador, e receber o castigo consequente de nossos pecados. Ainda que lhe custasse sofrer até a morte, e uma terrível aflição, o Senhor se apresentou como nossa garantia para não nos ver perecendo. Por acaso não poderíamos suportar com alegria a perseguição por causa Dele? Não poderíamos trabalhar para Ele com total entrega? Somos tão egoístas que Sua causa pode ter necessidades enquanto nós contamos com os meios para ajudá-la? Os exorto pelo Getsêmani, meus irmãos, se possuem uma parte e uma porção de amor pelo seu Salvador, amem muito Àquele que os amou verdadeiramente, sem medida, gastem-se e sejam gastos por Ele.
  Outra vez vendo a Jesus no jardim, aprendemos a excelência e a plenitude da expiação. Que negro sou, que sujo e desprezível aos olhos de Deus! Eu só mereço ser lançado no mais profundo do inferno, e me assombra que Deus não me tenha lançado ali desde muito tempo. Porém, entro no Getsêmani, e observo meu Salvador. Sim, o vejo retorcendo-se no solo cheio de angústia, e escuto Seus gemidos do tipo que nunca foram emitidos por nenhum homem anteriormente. Observo a terra e a vejo vermelha com Seu sangue, enquanto Seu rosto está banhado de suor ensanguentado, e digo a mim mesmo: “Meu Deus, Meu Salvador, por que te afliges?” E Ele me responde: “Estou pagando o preço por teu pecado,” e então sinto muito consolo, quisera eu ter evitado a meu Senhor tal angústia, mas agora que ela terminou, posso entender como Deus pode perdoar-me, porque feriu a Seu Filho em meu lugar.
  Agora tenho esperança de ser justificado, pois trago diante da justiça de Deus e diante de minha própria consciência a lembrança de meu Salvador que sangra.
Minha alma que foi antes culpada agora é absolvida e recebe a liberdade.
Ele se tornou maldito por nós, para que possamos ser feitos a justiça de Deus através DELE.
  Por último, qual não será o terror do castigo que recairá sobre aqueles homens que rejeitam o sangue expiatório, os quais terão que estar frente a Deus em suas próprias pessoas para sofrer por seus pecados? Não é em um jardim, mas sim na cama de vocês onde sempre descansaram que poderão ser surpreendidos, e onde as dores da morte se apoderarão. Serão entristecidos com uma tremenda tristeza e remorso pela vida que desperdiçaram, e por terem rejeitado ao Salvador. Então, o pecado que mais amaram sua lascívia favorita, como outro Judas, os trairá com um beijo. Quando, todavia sua alma desprender-se de seus lábios, será tomada e levada ao tribunal de Deus.
  Logo, suas consciências e desespero o sacudirão, e os homens o olharão e dirão: “Eis ali o homem e ao sofrimento que lhe sobreveio, porque desprezou a seu Deus e encontrava prazer no pecado.”
  Serão julgados publicamente com todos os seus crimes escritos sobre sua cabeça para que todos os possam ler e entendam que vocês foram justamente condenados; e logo, zombarão de vocês, como zombaram de Jesus.
  Mais ainda, porque além de seu pecado, vocês rejeitaram ao Salvador, vocês disseram: “Não colocarei minha confiança Nele”.
  Voluntariamente, presunçosamente, e em contra de sua própria consciência rejeitaram a vida eterna; e se morrem rejeitando a misericórdia, o que pode resultar de tudo isso? Pois que primeiro seu pecado e logo sua incredulidade os condenarão à miséria sem limites e sem fim. Deixem que Getsêmani lhes adverta, deixem que Seus gemidos, Suas lágrimas e Seu suor sangrento lhes sirvam de aviso. Arrependam-se do pecado e creiam em Jesus. Que Seu Espírito assim se lhes permita, no nome de Jesus. Amém.
FONTE
Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público
 Sermão nº 1199— THE AGONY IN GETHSEMANE -  do volume 20 do The Metropolitan Tabernacle Pulpit,
Tradução e revisão: Armando Marcos Pinto