terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Orai sem cessar...

O que é oração e qual o momento mais apropriado para orar?
Oração é uma conversa entre você e Deus, assim como você faz com um amigo íntimo ou com seus pais. Seus olhos carnais podem não vê-lo, mas seu coração tem certeza que ELE lhe ouve, entende e lhe ajudará. Pode ser que não venha uma resposta imediata, ou talvez sim, porém o mais importante é que ELE se importa com o que você sente e sempre estará disponível quando precisar..
O momento certo para conversar com Deus é aquele em que seu coração estiver disposto a se aproximar DELE.Quando você percebe que não é digno de receber seu perdão e amor pois você errou, mas que a Graça DELE lhe concede esse favor imerecido.
Enquanto JESUS esteve entre os homens incentivou-os a orar sempre.
Isso significa que você não deve falar com Deus apenas quando estiver com problemas.  Sim, esse é um ótimo motivo para orar, mas não é apenas nesses momentos que se deve buscar contato com DEUS. Você deve orar SEMPRE, inclusive nos momentos de alegria, quando existem muitas razões para agradecer. A oração deve ser um hábito tão frequente que você deve não conseguir  viver sem ela. Isso não quer dizer que deva ser uma obrigação, mas sim um desejo do coração.
A bíblia incentiva a orar em tempo e fora de tempo. Você tem orado constantemente ou desanimou pela suposta demora em ver realizado o desejo do seu coração?
Quanto tempo você tem orado por uma benção especial?  Confia que Deus pode entregá-la a você? Analisando suas atitudes, responda a si mesmo com sinceridade: Você se interessa pelo que Deus pode lhe dar, ou por quem ELE é?
Você se importa com o Reino de Deus? Faz parte dos seus planos trazer alegria ao coração DELE? Se preocupa  com o que ELE deseja, ou com os sonhos do coração DELE?
Quais têm sido seus motivos para orar? Seus próprios problemas e desejos ou permitiu ao seu coração ter compaixão de alguém e rogar ao PAI para que alcance essa pessoa?
JESUS CRISTO deu o melhor exemplo de alguém que sabia o valor da oração e de como ela deve ser apresentada ao Pai.
Charles Haddon Spurgeon em uma de suas mensagens relata com profundidade o sentido da oração.

E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes – (Lucas 23.34)

Nosso Senhor estava sofrendo naquele momento as primeiras dores da crucificação, os carrascos tinham acabado de pregar suas mão e pés na cruz com pregos. Além disso, Ele devia estar tremendamente cansado e reduzido a uma condição de extrema debilidade pela agonia da noite no Getesêmani, pelos açoites, ofensas e insultos que tinha recebido de Caifás, Pilatos, Herodes e dos guardas pretorianos durante toda aquela manhã. No entanto, nem a fraqueza do que havia passado, nem a dor do presente o impediram de continuar em oração. O Cordeiro de Deus guardava silêncio com os homens, mas não com Deus. Mudo como uma ovelha diante dos seus tosquiadores, ELE não tinha nenhuma palavra para dizer em defesa própria diante de homem algum, mas continuava clamando a Seu Pai em Seu coração, pois nem a dor e a debilidade puderam calar Suas santas súplicas.
Amados, que grande exemplo nos apresenta nosso Senhor neste ponto! Temos de continuar orando enquanto nosso coração continuar batendo. Nenhum sofrimento, por maior que seja, deve nos separar do trono da graça, mas deve nos aproximar mais dele.
Parar de orar é renunciar as consolações que nosso caso requer. Em todas as tribulações do espírito e opressões do coração, grande Deus, ajude-nos a continuar orando, e que nossos pés não se afastem do propiciatório levados pelo desespero.
Nosso bendito Redentor perseverou em oração quando o ferro cruel rasgava seus nervos sensíveis e os repetidos golpes do martelo abalavam todo Seu corpo em agonia. Essa perseverança é explicada pelo fato dEle ter um hábito tão profundo de orar que não podia deixar de fazê-lo. Ele havia adquirido uma poderosa constância na intercessão que o impedia de desistir ou parar. As longas noites que Ele havia passado nas colinas frias da montanha em solidão, as abundantes palavras que elevava ao céu, desenvolveram nEle um hábito tão enraizado que nem mesmo os mais severos tormentos podiam sua força deter.
No entanto, era algo mais que um hábito. Nosso Senhor batizado no espírito de oração, vivia nesse Espírito e esse Espírito vivia nele, chegando a ser um elemento de Sua Natureza. ELE era como uma especiaria preciosa que ao ser ferida, não deixa de exalar seu perfume e o produz em maior abundância a medida que os golpes aumentam, pois sua fragrância não é uma qualidade externa e superficial, mas uma virtude interior e essencial da sua natureza, que é revelada mais e mais pelos golpes sobre seu corpo e  que revelam a secreta doçura de sua alma.
Como um feixe de mirra produz seu aroma e como os pássaros cantam porque não podem fazer outra coisa, assim também Jesus ora. A oração cobria sua própria alma como se fosse um manto, e seu coração parece vestido dessa maneira.
Não devemos cessar de orar nunca, em nenhuma circunstância, por mais severa que seja a tribulação ou por mais deprimente que seja uma dificuldade.
Além disso, prestem atenção na oração que estamos considerando, que nosso Senhor permanece na força da fé no que diz respeito a sua condição de Filho. A extrema prova que lhe acometia naquele instante não podia impedir de se apegar firmemente a Sua condição de Filho. Sua oração começa assim: “Pai”. Não foi desprovido de significado que Ele nos ensinou a dizer quando orarmos: “Pai nosso”, pois nossa vitória na oração dependerá muito de nossa confiança em nosso relacionamento com Deus. Sob o peso enorme de grandes perdas e cruzes, somos inclinados a pensar que Deus não está tratando conosco como um pai para com seu filho, mas como um juiz severo com um criminoso condenado. Porém o clamor de Cristo quando é conduzido a extrema dor que nós nunca experimentaremos, não mostra nenhuma hesitação no espírito de sua condição de Filho.
Que o Espírito que clama: “Abba, Pai!”, expulse todo medo incrédulo. Quando somos disciplinados, como temos de ser ( “porque que filho há a quem o pai não disciplina?), que possamos estar em amorosa sujeição ao Pai de nossos espíritos, para que não venhamos a duvidar de nossa adoção.
Mais notável porém, é o fato de que a oração de nosso Senhor a Seu Pai não pedia nada para si mesmo. É certo que na cruz Ele continuou orando por si mesmo, e que derramou Sua palavra de lamento: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mas antes de pronunciar qualquer palavra em socorro próprio, Ele disse: “Pai, perdoa-lhes.” A petição é inteiramente para os outros, e embora se ache uma alusão às atrocidades que lhe estavam impondo, no entanto, você notará que Ele não diz: “Eu os perdoo” – não podemos perder de vista aqui o fato de que em Sua mente o Mal que estava sendo feito era ao Pai, o insulto que estavam lançando era sobre o Pai na Pessoa de Seu Filho, ou seja, não pensava em si mesmo nem nisso. O clamor: “Pai, perdoa-lhes” é completamente desinteressado. Ele mesmo é na oração como se não fosse, tão completa é sua aniquilação que perde de vista a Sua pessoa e Sua aflição.
Meus irmãos, se houve um momento na vida do Filho do Homem quando Ele poderia limitar estritamente sua oração a si mesmo sem merecer qualquer crítica por fazê-lo, seguramente teria sido quando estava começando suas angústias de morte.
Porém, veja, o Senhor Jesus começou Sua oração pedindo por outros.
Houve em algum tempo alguém como Ele, que em suas próprias angústias da morte ofereceu sua primeira oração em intercessão de outros?
A oração não era só pelos outros, mas pedia por seus inimigos mais cruéis.
Não era uma oração por inimigos que lhe haviam feito mal anos antes, mas aqueles que estavam ali assassinando-o naquele momento. Não foi com a cabeça fria que nosso Salvador orou, depois de ter passado muito tempo e poder então perdoar mais facilmente, mas foi no momento em que as primeiras gotas de sangue manchavam suas mãos quando as pregavam na cruz, quando o martelo estava sendo salpicado com as gotas  vermelhas como carmesim,  seus lábios benditos pronunciaram a fresca  e cálida oração: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
“Onde Ele Aprendeu?”. Não foi Jesus o original divino? Ele não aprendeu em nenhuma parte, brotou de sua própria natureza semelhante ao Pai. Uma compaixão peculiar a si mesmo, ditou a originalidade desta oração. A realeza íntima de Seu coração cheio de amor lhe sugeriu uma intercessão tão memorável que pode servir de modelo, mas da qual não havia nenhum modelo anterior.
Ele está agora em um lugar mais nobre e numa condição mais elevada, mas Sua ocupação é a mesma, ELE continua diante do trono eterno prestando súplicas a favor de homens culpados, clamando: “Pai, perdoa-lhes”. Toda Sua intercessão é, em certa medida, como a intercessão no Calvário, e as palavras do Calvário podem nos ajudar a prever o caráter de toda a Sua intercessão no céu.
Aqueles por quem nosso Senhor orou, de acordo com o texto, não mereciam Sua oração. Não haviam feito nada que  pudesse motivar nEle uma benção como recompensa por seus esforços em servi-Lo, pelo contrário, eram pessoas totalmente indignas que haviam conspirado para sentenciá-lo a morte.
Atrevo-me a crer que a própria oração, quando foi escutada por eles, pode ter sido ignorada ou passou com depreciativa indiferença, ou talvez foi tomada como um objeto de escárnio. Mas isso não impediu JESUS de orar por eles.
Da mesma forma o grandioso Sumo Sacerdote está no céu intercedendo por homens culpados.
Nunca peça nada a Deus baseado num pressuposto merecimento. Cristo está intercedendo como o Justo a favor dos injustos. Nunca ore como se fosse alguém justo, mas sim como que “se alguém pecar, tem um Advogado junto ao Pai”.
Lembre-se também que nosso grandioso Intercessor suplica por aqueles que nunca lhe pediram que intercedessem por eles. Seus eleitos são objeto de Suas preciosas e compassivas intercessões quando estavam mortos em delitos e pecados, enquanto riam do seu Evangelho, Seu coração de amor estava implorando ao PAI a favor deles.
Alguns de vocês, com muitas lágrimas e muita veemência, tem estado pedindo ao Salvador que seja seu advogado. Por acaso Ele recusaria? Se fez isso por homens que não pediram suas intercessões como não faria por você?
Cristo não é um advogado negligente para com Seu povo. Ele conhece  exatamente seu estado neste momento o como se encontra teu coração em relação a tentação que estás atravessando. Na verdade Ele vê a tentação que está à frente, e em Sua  intercessão abrange os acontecimentos futuros: “Satanás os tem pedido para cirandar como o trigo, porém já intercedi para que vossa fé não fraqueje”.
Ele pode discernir qualquer razão para ter piedade de ti que tu mesmo não poderia detectar, é quando tudo está tão escuro e nublado na tua alma que não podes discernir o ponto de apoio para uma oração que deves solicitar a ajuda de CRISTO. O Senhor Jesus tem preparado as súplicas que devem ser formuladas,  e tem os pedidos redigidos, e pode apresentá-los de maneira aceitável diante do propiciatório.
Pecador, tu tens provocado a Deus ao rejeitar a sua misericórdia por tanto tempo e está indo de mal a pior, mas nem a blasfêmia, nem sua injustiça, nem tua infidelidade são capazes de deter o Cristo de Deus de pleitear o caso dos principais dos pecadores.
Perceba que a primeira grande necessidade dos pecadores culpados é o perdão dos pecados. Cristo ora sabiamente pela benção mais necessária.
É bom ter um amigo na corte que melhore nossos pedidos antes que eles cheguem ao grande Rei.
Com mãos ensanguentadas Ele teve êxito. Com pés cravados no madeiro, foi vitorioso.
Oh! Vocês, trêmulos crentes, confiem a Ele suas preocupações! Venham, vocês que são culpados, e peçam a Ele que interceda por vocês.
Irmãos, eu lhes disse que a oração de Cristo na cruz foi completamente desinteressada, pois Ele não estava incluído nela.
Você que é Igreja de Cristo, deve dizer aos pecadores que o pecado os condenará, que só Cristo pode remover o pecado, e devem fazer disto a única paixão de suas almas: “Pai, perdoa-lhes, perdoa-lhes! E rogar ao Pai para que eles saibam como podem ser perdoados.
Embora ninguém mais se preocupe com eles, a igreja deve sempre fazê-lo, e se alguém devia ocupar o primeiro lugar em suas orações, deveriam ser aqueles que geralmente são os últimos em seus pensamentos.
Se o Senhor voltará em breve, não há razão para que vocês, pessoas cristãs, se convertam em meros oradores e leitores, reunindo-se apenas para consolo mútuo, esquecendo-se das miríades de almas que estão perecendo.
Meus irmãos, não podemos viver apenas para nós mesmo, para o acúmulo de dinheiro, a educação de nossos filhos, a construção de casas, a obtenção de nosso pão diário, tudo isso deve ser feito até certo ponto, mas tem que haver um propósito maior do que esse, se tivermos que ser mensageiros de Cristo como devemos ser, pois fomos comprados com o sangue de Jesus.
O Deus que os pecadores tem esquecido ignorantemente está disposto a perdoar e pronto a absolver. O Evangelho é justamente isso: confiem em Jesus Cristo que morreu por homens culpados, e serão salvos.
Deus abençoe sua vida!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Escolhas...Qual tem sido a sua?

Hoje você acordou, decidiu o que vestir, qual seria a melhor opção para o café da manhã, e o que faria enquanto estivesse a caminho do trabalho.
Pode ser que você não tenha um trabalho, mas mesmo assim teve que fazer escolhas desde que se levantou da cama. Quem sabe tenha decidido dormir alguns minutos a mais, ou talvez levantar cedo para procurar um emprego.
Todos os dias você precisa decidir o que fará com o tempo que tem e como aproveitá-lo da melhor forma.
Precisa tomar decisões sobre o que julga ser melhor para o seu bem estar e quando isso incluir outras pessoas precisará decidir como agir para alcançá-las.
Deus lhe oferece opções, ainda que por vezes pareça que não as possui.
Quando algo lhe chateia ou entristece, é você quem decide se esse sentimento permanecerá ou dará lugar a outro mais produtivo. Você pode aprender com a dor, decepção ou desilusão.
Sempre terá opções, caberá a você qual delas escolher.
Pessoas podem lhe decepcionar, elas não são perfeitas, assim como você também não é. Pode escolher amá-las mesmo com suas falhas e defeitos ou afastá-las através da raiva, ressentimento e rancor.
Quando alguém lhe ofender, é sua a decisão de revidar ou esperar que Deus faça isso por você.
Todos os dias precisará fazer escolhas. Quais tem sido elas?
Durante a correria da vida e o desânimo que pode se apresentar como opção, após as investidas de Satanás, o que você tem escolhido?
Tem conseguido optar por Deus?
Conhecê-lo é a melhor decisão que poderia tomar. Amá-lo é a melhor escolha que poderia fazer. Depositar sua confiança NELE é a mais recompensadora opção. Ter SUA amizade e amor é o melhor presente que poderia receber.
Quando você tiver que optar entre coisas que serão momentâneas e outras eternas, escolha as que lhe levarão para perto de Deus. Escolha ser amigo de DEUS.
Se parecer mais lucrativo optar por coisas que não farão bem a sua alma, escolha DEUS.
Se você O conhece e O ama, confie NELE, escolha agradá-LO.
Optando pelo Senhor, todas as bênçãos lhe alcançarão. ESCOLHA-O!
O melhor de Deus lhe alcançará, pois sua vida está escondida com CRISTO em Deus. (Cl. 3:1-3).
Escolha Deus!
Deus lhe abençoe!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quando surgem incertezas...

A dúvida é semelhante a uma adaga perfurando o coração e como alfinetadas no cérebro não é mesmo?
Quando a espera por algo se torna demasiadamente longa, é fácil titubear.
Deus continua sendo Deus, mas será que ELE esqueceu do que você precisa?
Os dias passam...Surge a dúvida, se Deus é o Senhor do tempo, e sendo o tempo tão incerto nesta vida , como ter firmeza e convicção de que acontecerá o que se espera?
Afinal foram tantas tentativas sem êxito não é mesmo? Você pensou que havia chegado a hora, mas percebeu que teria que aguardar um pouco mais...
Por vezes, mesmo sem que perceba seu coração fica aflito, e a incerteza tenta destruir sua esperança...
Como enfrentar esse conflito sem entristecer o coração de Deus e guardar a fé?
Não são as circunstâncias que devem determinar seu grau de confiança.
Quando os vínculos de um relacionamento são criados devem ser baseados, entre outras coisas, no amor e confiança.
Lembre-se que confiar significa: Entregar (alguma coisa) a alguém sem receio de perdê-la ou de sofrer dano. Eu lhe pergunto: Você entregou o controle de sua vida a Deus? Descanse NELE! Principalmente porque além de ser Deus, é ONIPOTENTE.
Como citou o amado irmão Charles Haddon Spurgeon “A glória da Onipotência é atuar mediante improbabilidades.” 
Parece que não vai acontecer, mas no tempo determinado, acontecerá.
E quando seu coração se perturbar, lembre-se: ”A nossa vida não deve ser caracterizada por inquietações que geram ansiedade e sim pela fé que produz felicidade.” (Charles Haddon Spurgeon)
Não duvide, mas se algum motivo a incerteza quiser adentrar sua mente, lembre-se do que já conquistou e de tudo o que Deus já lhe deu.
No livro de Salmos 103:2 o salmista dá um conselho muito valioso:
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.
Não esqueça o que Deus já fez por você. Esforce-se com toda a diligência para manter fora o monstro chamado incredulidade.” (Charles Haddon Spurgeon)
Se Deus está no controle, creia que o melhor acontecerá! Espere mais um pouco...A recompensa virá!
Deus abençoe sua vida!