quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Deus espera por você!

O desejo de Deus é que todas as pessoas saibam que são amadas por ELE e sobre o valor que tem a vida de cada um. A humanidade tende a caminhar sempre para o lado oposto ao da SUA voz, mas os que são Seus, conseguem ouvir o chamado do PAI que ama seus filhos com amor inexplicável e eterno.

No capítulo 15 do evangelho segundo Lucas, JESUS CRISTO relata a respeito desse amor e da alegria que Deus sente quando um filho se arrepende e corre para SEUS braços.
O PAI está chamando os que estão longe afim de que voltem para casa. ELE quer abrigá-los, cuidar de suas feridas, sará-los, e dar-lhes o que existe de melhor, não apenas materialmente falando, mas principalmente espiritualmente.
JESUS cita três exemplos, são eles:
 “Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la?”
E achando-a, a põe sobre os seus ombros, gostoso;
E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. (Lucas 15:4-7).
Mas quem é essa ovelha perdida citada no texto?
A ovelha sabe que está perdida, mas não consegue encontrar o caminho de volta, de maneira tal que precisa ser procurada. Ela pode estar ferida e com medo, portanto necessita que alguém lhe estenda a mão e a conduza novamente para o rebanho. É semelhante à aquela pessoa que sabe que está no caminho errado, mas não consegue romper os laços com o erro e direcionar seus passos para o caminho correto. Precisa da ajuda de alguém que ama a obra de Deus e esteja disposto a mostrar-lhe os braços abertos do PAI. Existem muitas pessoas dessa maneira. Como Jesus também citou: “A seara é grande, mas poucos são os ceifeiros”(Lucas 10:2). Se você está em comunhão com Deus, faça a vontade do Senhor, estenda a mão para ajudar seu irmão e apontar-lhe o caminho do amor e do perdão.
Outro exemplo é:
Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?
E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida.
Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. (Lucas 15: 8-10)
A dracma não sabe que está perdida, e não se move do lugar onde está. Ela é como alguém que não entende que é um pecador carente do perdão e da comunhão com Deus. Não percebe que precisa do Pai e que viver sem ELE não é viver de verdade, e sim apenas existir. Não se pode tomar a direção correta se você não tem ciência de que está no caminho errado. Essa pessoa precisa de alguém que a ame e lhe aponte a direção correta, direto para os braços do Pai. Precisa de orientação e paciência, pois velhos hábitos não são superados tão facilmente. Deve-se dispensar a ela dedicação e muito amor, para que enxergue a maravilhosa graça, perdão e amor de DEUS.
O terceiro exemplo é o seguinte:
E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. (Lucas 15:11-14)
Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;
Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.
E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. (Lucas 15:18-20)
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vestí-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;
E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se. (Lucas 15:22-24)
Esse trecho fala daquele filho que estava na presença do Pai, conhece o amor DELE, tinha intimidade com ELE e decidiu ir provar as coisas que o “mundo” oferece, ou por algum outro motivo se afastou de Sua presença. Essa pessoa sabe que errou, mas não quer permanecer no erro. Ela conhece a graça de Deus e não deseja viver no pecado e sim decide, por vontade própria, voltar ao Esconderijo do Altíssimo. A misericórdia de Deus sempre alcança quem O busca.
Em todas essas situações JESUS relata a alegria que Deus sente quando um pecador se arrepende. Ele usou o exemplo de algo que estava perdido e ressaltou a alegria de encontrar.
Isso não significa que Deus tenha perdido alguém de vista, porque os olhos do Senhor estão em toda a parte e não existe nada nem ninguém que possa se ocultar. Mas assim descreveu para que todos entendam o prazer que Deus sente quando um pecador se arrepende e O busca. Deus deseja tratá-lo como filho, não importa em qual desses exemplos você se encaixe. Um filho que conheça seu Pai e tenha intimidade com ELE.
Venha descansar e encontrar abrigo no Esconderijo do Altíssimo.
O Pai espera por você...ELE lhe ama incondicionalmente.
Deus lhe abençoe!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

JESUS CRISTO ocupou seu lugar!

O que você sabe a respeito de Cristo? Já olhou-o com o coração? O que sentiu ao contemplá-lo?

Verdadeiramente o amor de Cristo constrange os que o viram, não de maneira superficial, mas com os olhos da alma.
Deus revela seu perdão e amor ao coração do homem, através do Espírito Santo. É ELE quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. (João 16:8)
O Espírito Santo provoca um quebrantamento no coração, permitindo-lhe enxergar seu estado e necessidade da graça de Deus oferecida através da pessoa bendita de JESUS CRISTO.
Quer motivos para arrepender-se? Olhe para JESUS como um cordeiro oferecendo-se em seu lugar... 
Você sabia que até mesmo para arrepender-se precisará da ajuda de Deus? O verdadeiro arrependimento que produz frutos não é algo que se consiga sem a ajuda do Espírito Santo de Deus.
Charles Haddon Spurgeon relata a respeito do arrependimento, no sermão abaixo:

O MOTIVO MAIS IMPORTANTE PARA O ARREPENDIMENTO

“Olharão para aquele a quem traspassaram.” (Zacarias 12.10)

O quebrantamento santo que faz um homem lamentar o seu pecado surge de uma operação divina. O homem caído não pode renovar seu próprio coração. O diamante pode mudar seu próprio estado para tornar-se maleável, ou o granito amolecer a si mesmo, transformando-se em argila? Somente aquele que estendeu os céus e lançou os fundamentos da terra pode formar e reformar o espírito do homem. O poder de fazer que da rocha de nossa natureza fluam rios de arrependimento não está na própria rocha. O poder está no onipotente Espírito de Deus… Quando Deus lida com a mente do homem, por meio de suas operações secretas e misteriosas, Ele a enche com uma nova vida, percepção e emoção. “Deus… me fez desmaiar o coração” (Jó 23.16), disse Jó. E, no melhor sentido, isso é verdade. O Espírito Santo nos torna maleáveis e nos tornamos receptíveis às suas impressões sagradas…
O enternecimento do coração e o lamento pelo pecado são produzidos por olharmos, pela fé, para o Filho de Deus traspassado. A verdadeira tristeza pelo pecado não acontece sem o Espírito de Deus. Mas o Espírito de Deus não realiza essa tristeza sem levar-nos a olhar para Jesus crucificado. Não há verdadeiro lamento pelo pecado enquanto não vemos a Cristo… Ó alma, quando você chega a contemplar Aquele para quem todos deveriam olhar, Aquele que foi traspassado, então seus olhos começam a lamentar aquilo pelo que todos deveriam chorar – o pecado que imolou o seu Salvador!
Não há arrependimento salvífico sem a contemplação da cruz… A essência desse arrependimento é olhar para Aquele que foi moído pelos pecados… Observe isto: quando o Espírito Santo realmente opera, Ele leva a alma a olhar para Cristo. Nunca uma pessoa recebeu o Espírito de Deus para a salvação, sem que tenha recebido dEle o olhar para Cristo e o lamentar por seus pecados.
A fé e o arrependimento são gerados e prosperam juntos. Ninguém pode arrepender-se do pecado sem crer em Jesus, nem crer em Jesus sem arrepender-se do pecado. Olhe, então, com amor para Aquele que derramou seu sangue, na cruz, por você. Por meio desse olhar, você obterá perdão e quebrantamento. Quão admirável é o fato de que todos os nossos males podem ser curados por um único remédio: “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra” (Is 45.22). Contudo, ninguém olhará para Cristo sem que o Espírito de Deus o incline a fazer isso. Ele não conduz uma pessoa à salvação, se ela não se rende às suas influências e não volve seu olhar para Jesus…
O olhar que nos abençoa, produzindo quebrantamento de coração, é o olhar para Jesus como Aquele que foi traspassado. Quero me demorar nisso por um momento. Não é somente o olhar para Jesus como Deus que afeta o coração, mas também olhar para este mesmo Senhor e Deus como Aquele que foi crucificado por nós. Vemos o Senhor traspassado, e, em seguida, inicia-se o traspassamento de nosso coração. Quando o Espírito Santo nos revela Jesus, os nossos pecados também começam a ser expostos…
Venham, almas queridas, vamos juntos à cruz, por um pouco, e notemos quem era Aquele que recebeu a lançada do soldado romano. Olhe para o seu lado e observe aquela terrível ferida que atingiu seu coração e desencadeou um duplo fluxo de sangue. O centurião disse: “Verdadeiramente este era Filho de Deus” (Mt 27.54). Aquele que, por natureza, é Deus e governa sobre tudo, sem o Qual “nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3), tomou sobre Si mesmo nossa natureza e se tornou homem, como nós, mas não tinha qualquer mácula de pecado. E, vivendo em forma humana, foi obediente até à morte, morte de cruz. Foi Ele quem morreu! Ele, o único que possui a imortalidade, condescendeu em morrer! Ele, que era toda a glória e poder, sim, Ele morreu! Ele, que era toda a ternura e graça, sim, Ele morreu! Infinita bondade esteve pendurada na cruz! Beleza indescritível foi traspassada com uma lança! Essa tragédia excede todas as outras! Por mais perversa que tenha sido a ingratidão do homem em outros casos, a sua mais perversa ingratidão se expressou no caso de Jesus! Por mais horrível que tenha sido o ódio do homem contra a virtude, o seu ódio mais cruel foi manifestado contra Jesus! No caso de Jesus, o inferno superou todas as suas vilezas anteriores, clamando: “Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo” (Mt 21.38).
Deus habitou entre nós, e os homens não O aceitaram. Visto que o homem foi capaz de traspassar e matar o seu Deus, ele cometeu um pecado horrível. O homem matou o Senhor Jesus Cristo e O traspassou com uma lança! Nesse ato, o homem mostrou o que fariam com o próprio Eterno, se pudesse chegar até Ele. O homem é, em seu coração, assassino de Deus. Ele se alegra e fala que Deus não existe. Ele diz em seu coração: “Não há Deus” (Sl 14.1). Se a sua mão pudesse ir tão longe quanto o seu coração, Deus não existiria nem mesmo por mais uma hora. Isto dá ao traspassamento de nosso Senhor uma forte intensidade de pecado: foi o traspassamento de Deus.
Por quê? Por que razão o bom Deus foi assim perseguido? Oh! pelo amor de nosso Senhor Jesus Cristo, pela glória de sua Pessoa, pela perfeição de seu caráter, eu lhe peço – admire-se e envergonhe-se de que Ele foi traspassado! Não foi uma morte comum. Aquele assassinato não foi um crime comum. Ó homem, Aquele que foi traspassado com a lança era o seu Deus! Na cruz, contemple o seu Criador, o seu Benfeitor, o seu melhor Amigo!
Olhe firmemente para Aquele que foi traspassado e observe o Sofredor que é descrito na palavra “traspassado”. Nosso Senhor sofreu severa e terrivelmente. Não posso, em uma mensagem, descrever a história de seus sofrimentos – as tristezas de sua vida de pobreza e perseguição; as angústias do Getsêmani e do suor de sangue; as tristezas de seu abandono, traição e negação; as tristezas no palácio de Pilatos; os golpes de chicotes, o cuspe e o escárnio; as tristezas da cruz, com sua desonra e agonia… Nosso Senhor foi feito maldição por nós. A penalidade do pecado ou o que lhe era equivalente, Ele a suportou, “carregando Ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (1 Pe 2.24). “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5).
Irmãos, os sofrimentos de Jesus devem amolecer nosso coração! Neste dia, lamento o fato de que não me entristeço como deveria. Acuso a mim mesmo daquele endurecimento de coração que eu condeno, visto que posso contar-lhes essa história sem enternecimento de coração. Os sofrimentos de meu Senhor são indescritíveis. Examinem e verifiquem se já houve tristeza semelhante à de Jesus! A sua tristeza foi abismal e insondável… Se você considerar firmemente a Jesus traspassado por nossos pecados e tudo que isso significa, seu coração se dilatará! Mais cedo ou mais tarde, a cruz desenvolverá todo sentimento que você será capaz de produzir e lhe dará capacidade para mais. Quando o Espírito Santo põe a cruz no coração, o coração se dissolve em ternura… A dureza de coração desaparece quando, com profundo temor, contemplamos a Jesus sendo morto.
Devemos também observar quem foram os que traspassaram a Jesus. “Olharão para aquele a quem traspassaram.” Ambos os verbos se referem às mesmas pessoas. Nós matamos o Salvador, nós que olhamos para Ele e vivemos… No caso do Salvador, o pecado foi a causa de sua morte. O pecado O traspassou. O pecado de quem? Não foi o pecado dEle mesmo, pois Ele não tinha pecado, e nenhum engano se achou em seus lábios. Pilatos disse: “Não vejo neste homem crime algum” (Lc 23.4). Irmãos, o Messias foi morto, mas não por causa dEle mesmo. Nossos pecados mataram o Salvador. Ele sofreu porque não havia outra maneira de vindicar a justiça de Deus e de prover-nos um escape da condenação. A espada, que deveria cair sobre nós, foi despertada contra o Pastor do Senhor, contra o Homem que era o Companheiro de Jeová (Zc 13.7)… Se isso não quebranta nem amolece nosso coração, observemos por que Ele foi levado a uma posição em que poderia ser traspassado por nossos pecados. Foi o amor, poderoso amor, nada mais do que o amor, que O levou até à cruz. Nenhuma outra acusação Lhe pode ser atribuída, exceto esta: Ele era culpado de amor excessivo. Ele se colocou no caminho do traspassamento, porque resolvera salvar-nos… Ouviremos isso, pensaremos nisso, consideraremos isso e permaneceremos apáticos? Somos piores do que os brutos? Tudo que é humano abandonou a nossa humanidade? Se Deus, o Espírito Santo, está agindo agora, uma contemplação de Cristo derreterá o nosso coração de pedra…
Quero dizer-lhes ainda, ó amados: quanto mais olharmos para Jesus crucificado, tanto mais lamentaremos o nosso pecado. A reflexão crescente produzirá sensibilidade crescente. Desejo que olhem muito para Aquele que foi traspassado, para que odeiem cada vez mais o pecado. Livros que expõem a paixão de nosso Senhor e hinos que cantam a sua cruz sempre foram bastante queridos pelos crentes piedosos, por causa de sua influência sobre o coração e a consciência deles. Vivam no Calvário, amados, até que viver e amar se tornem a mesma coisa. Diria também: olhem para Aquele que foi traspassado, até que o coração de vocês seja traspassado.
Um antigo teólogo dizia: “Olhe para a cruz, até que tudo que está na cruz esteja em seu coração”. E acrescentou: “Olhe para Jesus, até que Ele olhe para você”. Olhem com firmeza para a sua Pessoa sofredora, até que Ele pareça estar volvendo sua cabeça e olhando para você, assim como o fez com Pedro, que saiu e chorou amargamente. Olhe para Jesus, até que você veja a si mesmo. Lamente por Ele, até que lamente  por seu próprio pecado… Ele sofreu em lugar, em favor e em benefício de homens culpados. Isso é o evangelho. Não importa o que os outros preguem, “nós pregamos a Cristo crucificado” (1 Co 1.23). Sempre levaremos a cruz na vanguarda. A essência do evangelho é Cristo como substituto do pecador. Antes e acima de tudo, pregamos Aquele que foi traspassado. Isso levará ao arrependimento evangélico, quando o Espírito de graça for derramado.

Extraído do sermão matinal de domingo 18 de setembro de 1887, no Tabernáculo Metropolitano de Londres.

Tradução: Pr. Wellington Ferreira