quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cuide do que lhe foi confiado!

No momento em que seus olhos se abriram para que contemplasse a verdade e a infinita graça revelada através da mensagem do evangelho, você recebeu um tesouro de imensurável valor. Quando Deus decidiu enviar seu Filho – Jesus Cristo – para pagar o preço pela sua dívida, juntamente com a salvação, ELE  lhe deu uma carta de crédito.  Essa carta contém a confiança e a esperança  que Deus depositou em suas mãos através do Filho. Imagine o valor desse depósito, e o tamanho da responsabilidade que você passou a ter.
Quando alguém recebe uma “carta de crédito” têm a difícil decisão de escolher o que fazer com ela. Como você trata deste Depósito que lhe foi confiado? Que valor Ele tem para você?
“Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós”
(II Timóteo 1.14 )
 Nesse versículo o apóstolo Paulo chama a atenção do jovem Timóteo para que honrasse o Evangelho que ele conheceu. O Evangelho são as boas novas a respeito de Cristo! Paulo destaca também que essa guarda seria respaldada pelo próprio Espírito Santo que habita em todo aquele que se reconciliou à Deus. Percebe o tamanho da confiança em você? Ela tem proporções eternas!
A constante vida com Deus é que providencia uma sensibilidade à voz do Espírito Santo. E essa sensibilidade faz toda a diferença nas decisões de “vida ou morte” que enfrentamos. Essa comunhão é que lhe fortalece para resistir a tudo o que é passageiro e que pode lhe desviar do real propósito de vida que é honrar e glorificar a Deus.
Naturalmente a vida já é muito difícil, imagine então se o futuro de seus atuais caminhos for a morte eterna! Não se iluda, o prazer pode até durar um bom tempo, mas antes do que você imagina a realidade estará de volta! Somente em Deus está a verdadeira fonte de vida. Cuide com todo carinho do que Deus tem depositado em suas mãos. Resplandeça a Glória do Todo Poderoso em  seus atos e palavras.

E a você que ainda não partilha da maravilhosa graça de Deus, eu lhe convido a receber Jesus em seu coração, porque NEle você pode confiar!

Deus te abençoe!

terça-feira, 7 de junho de 2011

O vínculo do amor...

O que nos faz amar?
O que nos torna capazes de abrir mão de interesses próprios para lutar pela causa de alguém?
Quando estreitamos relacionamentos, muitas vezes descobrimos um sentimento muito forte e intenso ardendo dentro de nossos corações.
Um vínculo é criado. Nossos desejos voltam-se totalmente ao intuito de agradar a pessoa amada.
O que dizer de alguém capaz de renunciar sua própria vida para que o nome de outra pessoa  fosse proclamado aos pecadores?
Que amor é esse que queima por dentro como fogo ardente num desejo de gastar sua alma por amor?
Estive lendo a história de Davi Brainerd e senti regozijo em minha alma e ao mesmo tempo angústia em meu coração. Regozijo por ouvir a história de vida de um homem que foi tomado por um amor tão real e intenso pelo Senhor JESUS CRISTO que não teve sua vida por preciosa, antes seu grande alvo resumia-se em: alcançar almas para o Reino de Deus, pregar a mensagem do Evangelho e despertar os que dormem para a VIDA que há em CRISTO. Angústia por ver quão pouco tenho feito por JESUS CRISTO, a quem eu tanto amo.
Gostaria de compartilhar alguns trechos da história de amor desse tão valente soldado de CRISTO descritos por "Orlando Boyer" no Livro "Heróis da Fé". Medite, sinta e tente viver um pouco desse amor em sua vida!

Palavras descrevem o amor, mas atitudes provam e veracidade e intensidade do mesmo!

Certo jovem, franzino de corpo, mas tendo na alma o fogo do amor aceso por Deus, encontrou-se na floresta, para ele desconhecida.
Depois de apear e amarrar seu cavalo, deitou-se no chão para passar a noite, agonizando em oração.
Sem ele o saber, alguns dos silvícolas o haviam seguido silenciosamente, como serpentes, durante a tarde. Agora estacionavam atrás dos troncos das árvores para contemplar a cena misteriosa de um vulto de cara pálida, sozinho, prostrado no chão, clamando a Deus.
Os guerreiros da vila resolveram matá-lo, sem demora, pois diziam, os brancos davam uma aguardente aos peles-vermelhas, para enquanto bêbados, levar-lhes as cestas e as peles de animais, e roubar-lhes as terras. Mas depois de cercarem furtivamente o missionário, que orava prostrado, e ouvirem como clamava ao "Grande Espírito", insistindo que lhes salvasse a alma, eles partiram tão secretamente como chegaram.
No dia seguinte, o moço, não sabendo o que acontecera em redor, enquanto orava no ermo, foi recebido na vila de uma maneira não esperada. No espaço aberto entre as "wigwams" (barracas de peles) os índios o cercaram e o moço, que com o amor de Deus ardendo na alma, leu o capítulo 53 de Isaías. Enquanto pregava, Deus respondeu a sua oração da noite anterior e os silvícolas ouviram o sermão, com lágrimas nos olhos.
Davi Brainerd nasceu em 20 de abril de 1718. Seu pai faleceu quando Davi tinha 9 anos de idade, e sua mãe, filha dum pregador, faleceu quando ele tinha 14 anos.
Certo dia, estando sozinho em oração, senti tanto gozo e doçura em Deus, que, se eu devesse ficar neste mundo vil, queria permanecer contemplando a glória de Deus. Senti na alma um profundo amor ardente para com todos os homens e anelava que eles desfrutassem desse mesmo amor de Deus.
Anelava tanto a presença de Deus e ficar livre do pecado, que preferia morrer a me afastar de Deus...Oh! uma hora com Deus excede infinitamente todos os prazeres do mundo."
Davi Brainerd tinha o costume de escrever diariamente uma relação dos acontecimentos mais importantes da sua vida, passados durante o dia. É por esses diários escritos para si próprio e não para o mundo ler, que sabemos da sua vida íntima de profunda comunhão com Deus.
" A oração tornou-se mui preciosa para mim. Ofereci-me alegremente para passar os maiores sofrimentos pela causa de Cristo, mesmo que fosse para ser desterrado entre os pagãos, desde que pudesse ganhar suas almas. Então Deus me deu o espírito de lutar em oração pelo Reino de Cristo no mundo.
Passei o dia em jejum e oração, implorando que Deus me preparasse para o ministério, e me concedesse auxílio divino e direção, e que ele me enviasse para a seara no dia que ele designasse. Pela manhã, senti poder na intercessão pelas almas imortais e pelo progresso do reino do querido Senhor e Salvador no mundo... À tarde, Deus estava comigo de verdade. Quão bendita a sua companhia! Anelava gastar a minha vida clamando pelas almas.
Se eu tivesse mil vidas, a minha alma as teria dado pelo gozo de estar com Cristo...
Apesar de os índios lhe darem toda a hospitalidade, concedendo-lhe um lugar para dormir sobre um pouco de palha e, ouvirem o sermão, comovidos, Brainerd não estava satisfeito e continuava a lutar em oração, como revela seu diário:
"Completo vinte e cinco anos de idade hoje. Dói-me a alma ao pensar que vivi tão pouco para a glória de Deus.
"Cerca das nove horas, saí para orar na mata. Depois do meio-dia, percebi que os índios estavam se preparando para uma festa e uma dança... Em oração, senti o poder de Deus e a minha alma extenuada como nunca antes na minha vida. Senti tanta agonia e insisti com tanta veemência que, ao levantar-me, só consegui andar com dificuldade.
Esse foi o motivo de eu clamar a Deus, que se apressasse em frustrar a reunião idólatra.
O que experimentei, enquanto orava, foi maravilhoso. Parecia-me que não havia nada de importância em mim, a não ser santidade de coração e vida, e o anelo pela conversão dos pagãos a Deus. Desapareceram todos os cuidados, receios e anelos, todos juntos pareciam-me de menor importância que o sopro do vento.
Eu insistia com Deus em que ele reconhecesse que eu 'o preferia à minha maior alegria.' De fato, não me importava onde ou como morava, nem da fadiga que tinha de suportar, se pudesse ganhar almas para Cristo.
Assim revestido, Brainerd, pela manhã, voltou da mata para enfrentar os índios, certo de que Deus estava com ele. Ao insistir com os índios para que abandonassem a dança, eles, em vez de matá-lo, desistiram da orgia e ouviram a sua pregação, de manhã e à tarde.
Depois de sofrer como poucos sofrem, de se esforçar de noite e de dia,de passar horas inumeráveis em jejum e oração, de pregar a Palavra "a tempo e fora de tempo", por fim, abriram-se os céus e caiu o fogo. Os seguintes excertos do seu diário descrevem algumas dessas experiências gloriosas:
"Discursei à multidão extemporaneamente sobre Isaías 53.10. Muitos dos ouvintes entre a multidão de três a quatro mil, ficaram comovidos a ponto de haver um 'grande pranto, como o pranto de Hadadrimom'. (Ver Zacarias 12.11)
"Enquanto eu andava a cavalo, antes de chegar ao lugar para pregar, senti o meu espírito restaurado e a minha alma revestida com o poder para clamar a Deus, quase sem cessar, por muitos quilômetros a fio".
Muitos ficaram comovidos e, ao falar-lhes acerca da salvação da sua alma, as lágrimas correram abundantemente e eles começaram a soluçar e a gemer.
Quanto mais eu falava do amor e compaixão de Deus, ao enviar seu Filho para sofrer pelos pecados dos homens, tanto mais aumentava a angústia dos ouvintes. Foi para mim uma surpresa notar como seus corações pareciam traspassados pelo terno e comovente convite do Evangelho, antes de eu proferir uma única palavra de terror.
Muito poder acompanhava a Palavra e houve grande convicção entre os ouvintes. A maioria ficou comovida e em grande angústia de alma, alguns não podiam caminhar, nem ficar em pé,caíam no chão como se tivessem o coração traspassado e clamavam sem cessar, pedindo, misericórdia... Os que vieram de lugares distantes foram levados logo à convicção, pelo Espírito de Deus.
A convicção que cada um sentiu foi tão grande, que pareciam ignorar por completo os outros em redor, mas cada um continuava a orar por si mesmo.
É difícil reconhecer a magnitude da obra de Davi Brainerd entre as diversas tribos de índios, nas profundezas das florestas, ele não entendia os seus idiomas. Se lhes transmitia a mensagem de Deus ao coração, deveria achar alguém que pudesse servir como intérprete. Passava dias inteiros simplesmente orando para que viesse sobre ele o poder do Espírito Santo com tanto poder, que esse povo não pudesse resistir à mensagem. Certa vez teve que pregar por meio de um intérprete tão bêbado, que quase não podia ficar em pé, contudo, vintenas de almas foram convertidas por esse sermão.
Ele andava, às vezes, perdido de noite no ermo, apanhando chuva e atravessando montanhas e pântanos. Franzino de corpo, cansava-se nas viagens. Tinha que suportar o calor do verão e o intenso frio do inverno. Dias a fio passava-os com fome. Já começava a sentir a saúde abalada e estava a ponto de casar-se (sua noiva era Jerusa Edwards, filha de Jônatas Edwards) e estabelecer um lar entre os índios convertidos ou voltar e aceitar o pastorado de uma igreja que o convidava. Contudo, reconhecia que não podia viver, por causa da sua doença, mais que um ou dois anos e resolveu então ''arder até o fim".
Assim, depois de ganhar a vitória em oração, clamou: "Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim até os confins da terra, envia-me aos selvagens do ermo, envia-me para longe de tudo que se chama conforto da terra, envia-me mesmo para a morte, se for no teu serviço e para promover o teu reino..."
Se o Senhor quiser, gastarei a minha vida, até os últimos momentos, em cavernas e covas da terra, se isso servir para o progresso do Reino de Cristo.
Por fim, depois de cinco anos de viagens árduas no ermo, de aflições inumeráveis e de sofrer dores incessantes no corpo, Davi Brainerd, tuberculoso e com as forças físicas quase inteiramente esgotadas, conseguiu chegar à casa de Jônatas Edwards.
O peregrino já completara a sua carreira terrestre e esperava o carro de Deus para levá-lo à Glória. Quando, no seu leito de sofrimento, viu alguém entrar no quarto com a Bíblia, exclamou: "Oh! o querido Livro! Breve hei de vê-lo aberto. Os seus mistérios me serão então desvendados!"
Minguando sua força física e aumentando sua percepção espiritual, falava com mais e mais dificuldade: "Fui feito para a eternidade. Como anelo estar com Deus e prostrar-me perante Ele! Oh! que o Redentor pudesse ver o fruto do trabalho da sua alma e ficar satisfeito! Oh! vem,Senhor Jesus! Vem depressa! Amém!" - e dormiu no Senhor.
O desejo veemente da vida de Davi Brainerd era o de arder como uma chama, por Deus, até o último momento, como ele mesmo dizia: "Anelo ser uma chama de fogo, constantemente ardendo no serviço divino, até o último momento, o momento de falecer."
Brainerd findou a sua carreira terrestre aos vinte e nove anos. Contudo apesar de sua grande fraqueza física, fez mais que a maioria dos homens faz em setenta anos.
Sua biografia, escrita por Jônatas Edwards e revisada por João Wesley, teve mais influência sobre a vida de A. J. Gordon do que qualquer outro livro, exceto a Bíblia. Guilherme Carey leu a história da sua obra e consagrou a sua vida ao serviço de Cristo nas trevas da Índia! Roberto McCheyne leu o seu diário e gastou a sua vida entre os judeus. Henrique Martyn leu a sua biografia e se entregou para consumir-se dentro de um período de seis anos e meio no serviço de seu Mestre, na Pérsia.
O que Davi escreveu a seu irmão, Israel Brainerd, é para nós um desafio à obra missionária: "Digo, agora, morrendo, não teria gasto a minha vida de outra forma, nem por tudo que há no mundo."