sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Deus ama você...aproxime-se DELE!

Deus o amou quando sonhou com você, antes mesmo de dar-lhe o folego de vida.
O amou quando estava entretecendo seus ossos no ventre de sua mãe.
Deus o amou quando cuidou de seu crescimento durante a infância e nas demais fases de sua vida.
O amou ainda quando você cometia erros, afinal ELE é um PAI bondoso que ama seus filhos.
Deus o amou mesmo quando você O deixou de lado para buscar seus próprios desejos.
Continuou amando ainda quando você decidiu que não precisava da ajuda DELE e que viveria segundo suas próprias vontades.
Deus permaneceu amando você, mesmo quando seu coração estava tão longe DELE que não lembrava ter um PAI amoroso.
ELE o amou mesmo quando o viu sujo pelo pecado.
Deus o amou quando decidiu que SEU FILHO UNIGÊNITO viria a terra para quitar a dívida que você tinha por ferir os preceitos de DEle, pecar, desobedece-lo e afastar-se DELE.
Deus amou você quando permitiu que Jesus fosse xingado, cuspido, vituperado, e cruelmente assassinado.
O amou mesmo quando não tinha nenhum motivo para isso.
Deus o amou ontem, ama hoje e amará eternamente.
Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí. (Jeremias 31:3)
Porém existe algo que precisa ser esclarecido. Existia uma aliança entre Deus e o homem a qual foi quebrada quando o pecado começou a dominar o homem. Essa aliança precisava ser restaurada. Isso aconteceu quando ELE decidiu que o sangue de JESUS CRISTO seria a nova e eterna aliança.  JESUS se interpôs como fiador, porque você não tinha condições de pagar o preço pelo pecado. Lembre-se: Um inocente morreu em seu lugar.
De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador. (Hebreus 7:22)
Não existe outro mediador, nem outro meio pelo qual você se achegue a DEUS, e desfrute desse tão grande e maravilhoso amor.
O próprio DEUS estabeleceu que seria somente por meio de JESUS CRISTO.
Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. (1 Timóteo 2:5)
Você precisa de CRISTO! ELE é a porta, o caminho que lhe conduz ao PAI.
Deus continua amando você, não importa o quanto tenha errado ou O magoado, mas JESUS CRISTO é o ÚNICO que lhe dará acesso aos aposentos do REI.
Ore agora e abra seu coração para CRISTO. Além de amigo, ELE ainda advoga em seu favor junto ao PAI.
MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. (1 João 2:1)
Conheça JESUS e desfrute do amor de DEUS! Descubra por si mesmo a profundidade desse amor.
ELE continua amando você...
 Deus lhe abençoe!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Orai sem cessar...

O que é oração e qual o momento mais apropriado para orar?
Oração é uma conversa entre você e Deus, assim como você faz com um amigo íntimo ou com seus pais. Seus olhos carnais podem não vê-lo, mas seu coração tem certeza que ELE lhe ouve, entende e lhe ajudará. Pode ser que não venha uma resposta imediata, ou talvez sim, porém o mais importante é que ELE se importa com o que você sente e sempre estará disponível quando precisar..
O momento certo para conversar com Deus é aquele em que seu coração estiver disposto a se aproximar DELE.Quando você percebe que não é digno de receber seu perdão e amor pois você errou, mas que a Graça DELE lhe concede esse favor imerecido.
Enquanto JESUS esteve entre os homens incentivou-os a orar sempre.
Isso significa que você não deve falar com Deus apenas quando estiver com problemas.  Sim, esse é um ótimo motivo para orar, mas não é apenas nesses momentos que se deve buscar contato com DEUS. Você deve orar SEMPRE, inclusive nos momentos de alegria, quando existem muitas razões para agradecer. A oração deve ser um hábito tão frequente que você deve não conseguir  viver sem ela. Isso não quer dizer que deva ser uma obrigação, mas sim um desejo do coração.
A bíblia incentiva a orar em tempo e fora de tempo. Você tem orado constantemente ou desanimou pela suposta demora em ver realizado o desejo do seu coração?
Quanto tempo você tem orado por uma benção especial?  Confia que Deus pode entregá-la a você? Analisando suas atitudes, responda a si mesmo com sinceridade: Você se interessa pelo que Deus pode lhe dar, ou por quem ELE é?
Você se importa com o Reino de Deus? Faz parte dos seus planos trazer alegria ao coração DELE? Se preocupa  com o que ELE deseja, ou com os sonhos do coração DELE?
Quais têm sido seus motivos para orar? Seus próprios problemas e desejos ou permitiu ao seu coração ter compaixão de alguém e rogar ao PAI para que alcance essa pessoa?
JESUS CRISTO deu o melhor exemplo de alguém que sabia o valor da oração e de como ela deve ser apresentada ao Pai.
Charles Haddon Spurgeon em uma de suas mensagens relata com profundidade o sentido da oração.

E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes – (Lucas 23.34)

Nosso Senhor estava sofrendo naquele momento as primeiras dores da crucificação, os carrascos tinham acabado de pregar suas mão e pés na cruz com pregos. Além disso, Ele devia estar tremendamente cansado e reduzido a uma condição de extrema debilidade pela agonia da noite no Getesêmani, pelos açoites, ofensas e insultos que tinha recebido de Caifás, Pilatos, Herodes e dos guardas pretorianos durante toda aquela manhã. No entanto, nem a fraqueza do que havia passado, nem a dor do presente o impediram de continuar em oração. O Cordeiro de Deus guardava silêncio com os homens, mas não com Deus. Mudo como uma ovelha diante dos seus tosquiadores, ELE não tinha nenhuma palavra para dizer em defesa própria diante de homem algum, mas continuava clamando a Seu Pai em Seu coração, pois nem a dor e a debilidade puderam calar Suas santas súplicas.
Amados, que grande exemplo nos apresenta nosso Senhor neste ponto! Temos de continuar orando enquanto nosso coração continuar batendo. Nenhum sofrimento, por maior que seja, deve nos separar do trono da graça, mas deve nos aproximar mais dele.
Parar de orar é renunciar as consolações que nosso caso requer. Em todas as tribulações do espírito e opressões do coração, grande Deus, ajude-nos a continuar orando, e que nossos pés não se afastem do propiciatório levados pelo desespero.
Nosso bendito Redentor perseverou em oração quando o ferro cruel rasgava seus nervos sensíveis e os repetidos golpes do martelo abalavam todo Seu corpo em agonia. Essa perseverança é explicada pelo fato dEle ter um hábito tão profundo de orar que não podia deixar de fazê-lo. Ele havia adquirido uma poderosa constância na intercessão que o impedia de desistir ou parar. As longas noites que Ele havia passado nas colinas frias da montanha em solidão, as abundantes palavras que elevava ao céu, desenvolveram nEle um hábito tão enraizado que nem mesmo os mais severos tormentos podiam sua força deter.
No entanto, era algo mais que um hábito. Nosso Senhor batizado no espírito de oração, vivia nesse Espírito e esse Espírito vivia nele, chegando a ser um elemento de Sua Natureza. ELE era como uma especiaria preciosa que ao ser ferida, não deixa de exalar seu perfume e o produz em maior abundância a medida que os golpes aumentam, pois sua fragrância não é uma qualidade externa e superficial, mas uma virtude interior e essencial da sua natureza, que é revelada mais e mais pelos golpes sobre seu corpo e  que revelam a secreta doçura de sua alma.
Como um feixe de mirra produz seu aroma e como os pássaros cantam porque não podem fazer outra coisa, assim também Jesus ora. A oração cobria sua própria alma como se fosse um manto, e seu coração parece vestido dessa maneira.
Não devemos cessar de orar nunca, em nenhuma circunstância, por mais severa que seja a tribulação ou por mais deprimente que seja uma dificuldade.
Além disso, prestem atenção na oração que estamos considerando, que nosso Senhor permanece na força da fé no que diz respeito a sua condição de Filho. A extrema prova que lhe acometia naquele instante não podia impedir de se apegar firmemente a Sua condição de Filho. Sua oração começa assim: “Pai”. Não foi desprovido de significado que Ele nos ensinou a dizer quando orarmos: “Pai nosso”, pois nossa vitória na oração dependerá muito de nossa confiança em nosso relacionamento com Deus. Sob o peso enorme de grandes perdas e cruzes, somos inclinados a pensar que Deus não está tratando conosco como um pai para com seu filho, mas como um juiz severo com um criminoso condenado. Porém o clamor de Cristo quando é conduzido a extrema dor que nós nunca experimentaremos, não mostra nenhuma hesitação no espírito de sua condição de Filho.
Que o Espírito que clama: “Abba, Pai!”, expulse todo medo incrédulo. Quando somos disciplinados, como temos de ser ( “porque que filho há a quem o pai não disciplina?), que possamos estar em amorosa sujeição ao Pai de nossos espíritos, para que não venhamos a duvidar de nossa adoção.
Mais notável porém, é o fato de que a oração de nosso Senhor a Seu Pai não pedia nada para si mesmo. É certo que na cruz Ele continuou orando por si mesmo, e que derramou Sua palavra de lamento: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mas antes de pronunciar qualquer palavra em socorro próprio, Ele disse: “Pai, perdoa-lhes.” A petição é inteiramente para os outros, e embora se ache uma alusão às atrocidades que lhe estavam impondo, no entanto, você notará que Ele não diz: “Eu os perdoo” – não podemos perder de vista aqui o fato de que em Sua mente o Mal que estava sendo feito era ao Pai, o insulto que estavam lançando era sobre o Pai na Pessoa de Seu Filho, ou seja, não pensava em si mesmo nem nisso. O clamor: “Pai, perdoa-lhes” é completamente desinteressado. Ele mesmo é na oração como se não fosse, tão completa é sua aniquilação que perde de vista a Sua pessoa e Sua aflição.
Meus irmãos, se houve um momento na vida do Filho do Homem quando Ele poderia limitar estritamente sua oração a si mesmo sem merecer qualquer crítica por fazê-lo, seguramente teria sido quando estava começando suas angústias de morte.
Porém, veja, o Senhor Jesus começou Sua oração pedindo por outros.
Houve em algum tempo alguém como Ele, que em suas próprias angústias da morte ofereceu sua primeira oração em intercessão de outros?
A oração não era só pelos outros, mas pedia por seus inimigos mais cruéis.
Não era uma oração por inimigos que lhe haviam feito mal anos antes, mas aqueles que estavam ali assassinando-o naquele momento. Não foi com a cabeça fria que nosso Salvador orou, depois de ter passado muito tempo e poder então perdoar mais facilmente, mas foi no momento em que as primeiras gotas de sangue manchavam suas mãos quando as pregavam na cruz, quando o martelo estava sendo salpicado com as gotas  vermelhas como carmesim,  seus lábios benditos pronunciaram a fresca  e cálida oração: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
“Onde Ele Aprendeu?”. Não foi Jesus o original divino? Ele não aprendeu em nenhuma parte, brotou de sua própria natureza semelhante ao Pai. Uma compaixão peculiar a si mesmo, ditou a originalidade desta oração. A realeza íntima de Seu coração cheio de amor lhe sugeriu uma intercessão tão memorável que pode servir de modelo, mas da qual não havia nenhum modelo anterior.
Ele está agora em um lugar mais nobre e numa condição mais elevada, mas Sua ocupação é a mesma, ELE continua diante do trono eterno prestando súplicas a favor de homens culpados, clamando: “Pai, perdoa-lhes”. Toda Sua intercessão é, em certa medida, como a intercessão no Calvário, e as palavras do Calvário podem nos ajudar a prever o caráter de toda a Sua intercessão no céu.
Aqueles por quem nosso Senhor orou, de acordo com o texto, não mereciam Sua oração. Não haviam feito nada que  pudesse motivar nEle uma benção como recompensa por seus esforços em servi-Lo, pelo contrário, eram pessoas totalmente indignas que haviam conspirado para sentenciá-lo a morte.
Atrevo-me a crer que a própria oração, quando foi escutada por eles, pode ter sido ignorada ou passou com depreciativa indiferença, ou talvez foi tomada como um objeto de escárnio. Mas isso não impediu JESUS de orar por eles.
Da mesma forma o grandioso Sumo Sacerdote está no céu intercedendo por homens culpados.
Nunca peça nada a Deus baseado num pressuposto merecimento. Cristo está intercedendo como o Justo a favor dos injustos. Nunca ore como se fosse alguém justo, mas sim como que “se alguém pecar, tem um Advogado junto ao Pai”.
Lembre-se também que nosso grandioso Intercessor suplica por aqueles que nunca lhe pediram que intercedessem por eles. Seus eleitos são objeto de Suas preciosas e compassivas intercessões quando estavam mortos em delitos e pecados, enquanto riam do seu Evangelho, Seu coração de amor estava implorando ao PAI a favor deles.
Alguns de vocês, com muitas lágrimas e muita veemência, tem estado pedindo ao Salvador que seja seu advogado. Por acaso Ele recusaria? Se fez isso por homens que não pediram suas intercessões como não faria por você?
Cristo não é um advogado negligente para com Seu povo. Ele conhece  exatamente seu estado neste momento o como se encontra teu coração em relação a tentação que estás atravessando. Na verdade Ele vê a tentação que está à frente, e em Sua  intercessão abrange os acontecimentos futuros: “Satanás os tem pedido para cirandar como o trigo, porém já intercedi para que vossa fé não fraqueje”.
Ele pode discernir qualquer razão para ter piedade de ti que tu mesmo não poderia detectar, é quando tudo está tão escuro e nublado na tua alma que não podes discernir o ponto de apoio para uma oração que deves solicitar a ajuda de CRISTO. O Senhor Jesus tem preparado as súplicas que devem ser formuladas,  e tem os pedidos redigidos, e pode apresentá-los de maneira aceitável diante do propiciatório.
Pecador, tu tens provocado a Deus ao rejeitar a sua misericórdia por tanto tempo e está indo de mal a pior, mas nem a blasfêmia, nem sua injustiça, nem tua infidelidade são capazes de deter o Cristo de Deus de pleitear o caso dos principais dos pecadores.
Perceba que a primeira grande necessidade dos pecadores culpados é o perdão dos pecados. Cristo ora sabiamente pela benção mais necessária.
É bom ter um amigo na corte que melhore nossos pedidos antes que eles cheguem ao grande Rei.
Com mãos ensanguentadas Ele teve êxito. Com pés cravados no madeiro, foi vitorioso.
Oh! Vocês, trêmulos crentes, confiem a Ele suas preocupações! Venham, vocês que são culpados, e peçam a Ele que interceda por vocês.
Irmãos, eu lhes disse que a oração de Cristo na cruz foi completamente desinteressada, pois Ele não estava incluído nela.
Você que é Igreja de Cristo, deve dizer aos pecadores que o pecado os condenará, que só Cristo pode remover o pecado, e devem fazer disto a única paixão de suas almas: “Pai, perdoa-lhes, perdoa-lhes! E rogar ao Pai para que eles saibam como podem ser perdoados.
Embora ninguém mais se preocupe com eles, a igreja deve sempre fazê-lo, e se alguém devia ocupar o primeiro lugar em suas orações, deveriam ser aqueles que geralmente são os últimos em seus pensamentos.
Se o Senhor voltará em breve, não há razão para que vocês, pessoas cristãs, se convertam em meros oradores e leitores, reunindo-se apenas para consolo mútuo, esquecendo-se das miríades de almas que estão perecendo.
Meus irmãos, não podemos viver apenas para nós mesmo, para o acúmulo de dinheiro, a educação de nossos filhos, a construção de casas, a obtenção de nosso pão diário, tudo isso deve ser feito até certo ponto, mas tem que haver um propósito maior do que esse, se tivermos que ser mensageiros de Cristo como devemos ser, pois fomos comprados com o sangue de Jesus.
O Deus que os pecadores tem esquecido ignorantemente está disposto a perdoar e pronto a absolver. O Evangelho é justamente isso: confiem em Jesus Cristo que morreu por homens culpados, e serão salvos.
Deus abençoe sua vida!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Escolhas...Qual tem sido a sua?

Hoje você acordou, decidiu o que vestir, qual seria a melhor opção para o café da manhã, e o que faria enquanto estivesse a caminho do trabalho.
Pode ser que você não tenha um trabalho, mas mesmo assim teve que fazer escolhas desde que se levantou da cama. Quem sabe tenha decidido dormir alguns minutos a mais, ou talvez levantar cedo para procurar um emprego.
Todos os dias você precisa decidir o que fará com o tempo que tem e como aproveitá-lo da melhor forma.
Precisa tomar decisões sobre o que julga ser melhor para o seu bem estar e quando isso incluir outras pessoas precisará decidir como agir para alcançá-las.
Deus lhe oferece opções, ainda que por vezes pareça que não as possui.
Quando algo lhe chateia ou entristece, é você quem decide se esse sentimento permanecerá ou dará lugar a outro mais produtivo. Você pode aprender com a dor, decepção ou desilusão.
Sempre terá opções, caberá a você qual delas escolher.
Pessoas podem lhe decepcionar, elas não são perfeitas, assim como você também não é. Pode escolher amá-las mesmo com suas falhas e defeitos ou afastá-las através da raiva, ressentimento e rancor.
Quando alguém lhe ofender, é sua a decisão de revidar ou esperar que Deus faça isso por você.
Todos os dias precisará fazer escolhas. Quais tem sido elas?
Durante a correria da vida e o desânimo que pode se apresentar como opção, após as investidas de Satanás, o que você tem escolhido?
Tem conseguido optar por Deus?
Conhecê-lo é a melhor decisão que poderia tomar. Amá-lo é a melhor escolha que poderia fazer. Depositar sua confiança NELE é a mais recompensadora opção. Ter SUA amizade e amor é o melhor presente que poderia receber.
Quando você tiver que optar entre coisas que serão momentâneas e outras eternas, escolha as que lhe levarão para perto de Deus. Escolha ser amigo de DEUS.
Se parecer mais lucrativo optar por coisas que não farão bem a sua alma, escolha DEUS.
Se você O conhece e O ama, confie NELE, escolha agradá-LO.
Optando pelo Senhor, todas as bênçãos lhe alcançarão. ESCOLHA-O!
O melhor de Deus lhe alcançará, pois sua vida está escondida com CRISTO em Deus. (Cl. 3:1-3).
Escolha Deus!
Deus lhe abençoe!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quando surgem incertezas...

A dúvida é semelhante a uma adaga perfurando o coração e como alfinetadas no cérebro não é mesmo?
Quando a espera por algo se torna demasiadamente longa, é fácil titubear.
Deus continua sendo Deus, mas será que ELE esqueceu do que você precisa?
Os dias passam...Surge a dúvida, se Deus é o Senhor do tempo, e sendo o tempo tão incerto nesta vida , como ter firmeza e convicção de que acontecerá o que se espera?
Afinal foram tantas tentativas sem êxito não é mesmo? Você pensou que havia chegado a hora, mas percebeu que teria que aguardar um pouco mais...
Por vezes, mesmo sem que perceba seu coração fica aflito, e a incerteza tenta destruir sua esperança...
Como enfrentar esse conflito sem entristecer o coração de Deus e guardar a fé?
Não são as circunstâncias que devem determinar seu grau de confiança.
Quando os vínculos de um relacionamento são criados devem ser baseados, entre outras coisas, no amor e confiança.
Lembre-se que confiar significa: Entregar (alguma coisa) a alguém sem receio de perdê-la ou de sofrer dano. Eu lhe pergunto: Você entregou o controle de sua vida a Deus? Descanse NELE! Principalmente porque além de ser Deus, é ONIPOTENTE.
Como citou o amado irmão Charles Haddon Spurgeon “A glória da Onipotência é atuar mediante improbabilidades.” 
Parece que não vai acontecer, mas no tempo determinado, acontecerá.
E quando seu coração se perturbar, lembre-se: ”A nossa vida não deve ser caracterizada por inquietações que geram ansiedade e sim pela fé que produz felicidade.” (Charles Haddon Spurgeon)
Não duvide, mas se algum motivo a incerteza quiser adentrar sua mente, lembre-se do que já conquistou e de tudo o que Deus já lhe deu.
No livro de Salmos 103:2 o salmista dá um conselho muito valioso:
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.
Não esqueça o que Deus já fez por você. Esforce-se com toda a diligência para manter fora o monstro chamado incredulidade.” (Charles Haddon Spurgeon)
Se Deus está no controle, creia que o melhor acontecerá! Espere mais um pouco...A recompensa virá!
Deus abençoe sua vida!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Firme e Constante!

O que faz você olhar atrás e pensar em desistir?
Nem todos os dias são calmos e tranquilos. Um dia você recebe o sol que lhe aquece, porém, em outro pode receber a tempestade que lhe amedronta.
É difícil entender, mas você precisa dos dois. O primeiro para sentir alegria e o segundo para ser edificado.
Faça uma reflexão e responda a si mesmo: Como reage em dias de tempestade? 
Palavras não convencem, atitudes sim!
Você pode dizer que Deus é bom quando a alegria inundar sua alma; mas e quando a tempestade paira sobre sua casa? Os mesmos lábios que pronunciaram que ELE é bom também afirmam que ELE não está vendo, ou que se esqueceu de ajudar?
Suas convicções, caráter e sua FÉ, permanecem firmes durante as adversidades?
Em momentos de aflição, Deus encontra fé e convicção em seu coração?
Em que você está fundamentado? Sabe realmente quem é Deus?
Lembre-se, ELE é bom em todo o tempo, não importa o dia, ocasião ou tempo.
Em um dos seus devocionais, Charles Haddon Spurgeon cita o versículo que está no livro de (1 Pedro 5:10) e faz algumas importantes observações.

E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá.  (1 Pedro 5:10)

“Você já contemplou o arco-íris quando ele se mostra no céu? Gloriosas são suas cores e raras suas nuances. É lindo, mas logo desaparece. O arco-íris não é permanente. Como pode acontecer isso? Como pode perdurar um glorioso espetáculo feito de transitórios raios de sol e passageiras gotas de chuva? As virtudes do caráter cristão não devem ser semelhantes ao arco-íris em sua beleza momentânea, mas, pelo contrário, devem ser firmes, estáveis, duradouros.
Crente, procure fazer com que toda coisa boa que você possui seja permanente, firme. O seu caráter não deve assemelhar-se a uma escrita feita na areia, e sim a uma inscrição gravada na rocha. Não seja a sua fé "a construção de uma visão sem alicerce", mas que seja construída de um material capaz de suportar o terrível fogo que consumirá a madeira, feno e palha (1 Coríntios 3:12) do hipócrita. Seja uma pessoa arraigada e fundamentada no amor. Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor. ( Efésios 3:17)
Sejam profundas suas convicções, seu amor, realce, seus desejos sérios. E toda a sua vida deve estar tão bem firmada, que todas as rajadas de vento do inferno e as tempestades da terra jamais sejam capazes de abalá-lo. Observe como obtemos esta bênção de ser firmado na fé. Arraigados e sobreedificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. (Colossenses 2:7) 
As palavras do apóstolo nos indicam o sofrer como o instrumento utilizado — "Depois de terdes sofrido por um pouco". Não adianta esperar ser bem fundamentado, se não lhe sobrevier nenhum vento impetuoso. Todos aqueles velhos nós na raiz do carvalho e aqueles estranhos entrelaçamentos nos galhos falam de muitas tempestades que passaram sobre ele, e também são indicadores da profundidade na qual as raízes foram forçadas a abrir caminho. Assim o crente é enraizado forte e firmemente por meio das provações e tempestades da vida.
Não desanime por causa dos rigorosos ventos de provação; pelo contrário, receba consolação, crendo que, por meio da disciplina, Deus está cumprindo em você a bênção descrita neste versículo”.
Não permita que circunstâncias determinem a falência de sua fé ou a mudança de seu caráter e convicções. JESUS espera mais de você! ELE está ao seu lado em todo o tempo.
Persevere, em todo o tempo, Seja firme e constante!

Deus lhe abençoe!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Deus espera por você!

O desejo de Deus é que todas as pessoas saibam que são amadas por ELE e sobre o valor que tem a vida de cada um. A humanidade tende a caminhar sempre para o lado oposto ao da SUA voz, mas os que são Seus, conseguem ouvir o chamado do PAI que ama seus filhos com amor inexplicável e eterno.

No capítulo 15 do evangelho segundo Lucas, JESUS CRISTO relata a respeito desse amor e da alegria que Deus sente quando um filho se arrepende e corre para SEUS braços.
O PAI está chamando os que estão longe afim de que voltem para casa. ELE quer abrigá-los, cuidar de suas feridas, sará-los, e dar-lhes o que existe de melhor, não apenas materialmente falando, mas principalmente espiritualmente.
JESUS cita três exemplos, são eles:
 “Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la?”
E achando-a, a põe sobre os seus ombros, gostoso;
E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. (Lucas 15:4-7).
Mas quem é essa ovelha perdida citada no texto?
A ovelha sabe que está perdida, mas não consegue encontrar o caminho de volta, de maneira tal que precisa ser procurada. Ela pode estar ferida e com medo, portanto necessita que alguém lhe estenda a mão e a conduza novamente para o rebanho. É semelhante à aquela pessoa que sabe que está no caminho errado, mas não consegue romper os laços com o erro e direcionar seus passos para o caminho correto. Precisa da ajuda de alguém que ama a obra de Deus e esteja disposto a mostrar-lhe os braços abertos do PAI. Existem muitas pessoas dessa maneira. Como Jesus também citou: “A seara é grande, mas poucos são os ceifeiros”(Lucas 10:2). Se você está em comunhão com Deus, faça a vontade do Senhor, estenda a mão para ajudar seu irmão e apontar-lhe o caminho do amor e do perdão.
Outro exemplo é:
Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?
E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida.
Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. (Lucas 15: 8-10)
A dracma não sabe que está perdida, e não se move do lugar onde está. Ela é como alguém que não entende que é um pecador carente do perdão e da comunhão com Deus. Não percebe que precisa do Pai e que viver sem ELE não é viver de verdade, e sim apenas existir. Não se pode tomar a direção correta se você não tem ciência de que está no caminho errado. Essa pessoa precisa de alguém que a ame e lhe aponte a direção correta, direto para os braços do Pai. Precisa de orientação e paciência, pois velhos hábitos não são superados tão facilmente. Deve-se dispensar a ela dedicação e muito amor, para que enxergue a maravilhosa graça, perdão e amor de DEUS.
O terceiro exemplo é o seguinte:
E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. (Lucas 15:11-14)
Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;
Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.
E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. (Lucas 15:18-20)
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vestí-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;
E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se. (Lucas 15:22-24)
Esse trecho fala daquele filho que estava na presença do Pai, conhece o amor DELE, tinha intimidade com ELE e decidiu ir provar as coisas que o “mundo” oferece, ou por algum outro motivo se afastou de Sua presença. Essa pessoa sabe que errou, mas não quer permanecer no erro. Ela conhece a graça de Deus e não deseja viver no pecado e sim decide, por vontade própria, voltar ao Esconderijo do Altíssimo. A misericórdia de Deus sempre alcança quem O busca.
Em todas essas situações JESUS relata a alegria que Deus sente quando um pecador se arrepende. Ele usou o exemplo de algo que estava perdido e ressaltou a alegria de encontrar.
Isso não significa que Deus tenha perdido alguém de vista, porque os olhos do Senhor estão em toda a parte e não existe nada nem ninguém que possa se ocultar. Mas assim descreveu para que todos entendam o prazer que Deus sente quando um pecador se arrepende e O busca. Deus deseja tratá-lo como filho, não importa em qual desses exemplos você se encaixe. Um filho que conheça seu Pai e tenha intimidade com ELE.
Venha descansar e encontrar abrigo no Esconderijo do Altíssimo.
O Pai espera por você...ELE lhe ama incondicionalmente.
Deus lhe abençoe!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

JESUS CRISTO ocupou seu lugar!

O que você sabe a respeito de Cristo? Já olhou-o com o coração? O que sentiu ao contemplá-lo?

Verdadeiramente o amor de Cristo constrange os que o viram, não de maneira superficial, mas com os olhos da alma.
Deus revela seu perdão e amor ao coração do homem, através do Espírito Santo. É ELE quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. (João 16:8)
O Espírito Santo provoca um quebrantamento no coração, permitindo-lhe enxergar seu estado e necessidade da graça de Deus oferecida através da pessoa bendita de JESUS CRISTO.
Quer motivos para arrepender-se? Olhe para JESUS como um cordeiro oferecendo-se em seu lugar... 
Você sabia que até mesmo para arrepender-se precisará da ajuda de Deus? O verdadeiro arrependimento que produz frutos não é algo que se consiga sem a ajuda do Espírito Santo de Deus.
Charles Haddon Spurgeon relata a respeito do arrependimento, no sermão abaixo:

O MOTIVO MAIS IMPORTANTE PARA O ARREPENDIMENTO

“Olharão para aquele a quem traspassaram.” (Zacarias 12.10)

O quebrantamento santo que faz um homem lamentar o seu pecado surge de uma operação divina. O homem caído não pode renovar seu próprio coração. O diamante pode mudar seu próprio estado para tornar-se maleável, ou o granito amolecer a si mesmo, transformando-se em argila? Somente aquele que estendeu os céus e lançou os fundamentos da terra pode formar e reformar o espírito do homem. O poder de fazer que da rocha de nossa natureza fluam rios de arrependimento não está na própria rocha. O poder está no onipotente Espírito de Deus… Quando Deus lida com a mente do homem, por meio de suas operações secretas e misteriosas, Ele a enche com uma nova vida, percepção e emoção. “Deus… me fez desmaiar o coração” (Jó 23.16), disse Jó. E, no melhor sentido, isso é verdade. O Espírito Santo nos torna maleáveis e nos tornamos receptíveis às suas impressões sagradas…
O enternecimento do coração e o lamento pelo pecado são produzidos por olharmos, pela fé, para o Filho de Deus traspassado. A verdadeira tristeza pelo pecado não acontece sem o Espírito de Deus. Mas o Espírito de Deus não realiza essa tristeza sem levar-nos a olhar para Jesus crucificado. Não há verdadeiro lamento pelo pecado enquanto não vemos a Cristo… Ó alma, quando você chega a contemplar Aquele para quem todos deveriam olhar, Aquele que foi traspassado, então seus olhos começam a lamentar aquilo pelo que todos deveriam chorar – o pecado que imolou o seu Salvador!
Não há arrependimento salvífico sem a contemplação da cruz… A essência desse arrependimento é olhar para Aquele que foi moído pelos pecados… Observe isto: quando o Espírito Santo realmente opera, Ele leva a alma a olhar para Cristo. Nunca uma pessoa recebeu o Espírito de Deus para a salvação, sem que tenha recebido dEle o olhar para Cristo e o lamentar por seus pecados.
A fé e o arrependimento são gerados e prosperam juntos. Ninguém pode arrepender-se do pecado sem crer em Jesus, nem crer em Jesus sem arrepender-se do pecado. Olhe, então, com amor para Aquele que derramou seu sangue, na cruz, por você. Por meio desse olhar, você obterá perdão e quebrantamento. Quão admirável é o fato de que todos os nossos males podem ser curados por um único remédio: “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra” (Is 45.22). Contudo, ninguém olhará para Cristo sem que o Espírito de Deus o incline a fazer isso. Ele não conduz uma pessoa à salvação, se ela não se rende às suas influências e não volve seu olhar para Jesus…
O olhar que nos abençoa, produzindo quebrantamento de coração, é o olhar para Jesus como Aquele que foi traspassado. Quero me demorar nisso por um momento. Não é somente o olhar para Jesus como Deus que afeta o coração, mas também olhar para este mesmo Senhor e Deus como Aquele que foi crucificado por nós. Vemos o Senhor traspassado, e, em seguida, inicia-se o traspassamento de nosso coração. Quando o Espírito Santo nos revela Jesus, os nossos pecados também começam a ser expostos…
Venham, almas queridas, vamos juntos à cruz, por um pouco, e notemos quem era Aquele que recebeu a lançada do soldado romano. Olhe para o seu lado e observe aquela terrível ferida que atingiu seu coração e desencadeou um duplo fluxo de sangue. O centurião disse: “Verdadeiramente este era Filho de Deus” (Mt 27.54). Aquele que, por natureza, é Deus e governa sobre tudo, sem o Qual “nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3), tomou sobre Si mesmo nossa natureza e se tornou homem, como nós, mas não tinha qualquer mácula de pecado. E, vivendo em forma humana, foi obediente até à morte, morte de cruz. Foi Ele quem morreu! Ele, o único que possui a imortalidade, condescendeu em morrer! Ele, que era toda a glória e poder, sim, Ele morreu! Ele, que era toda a ternura e graça, sim, Ele morreu! Infinita bondade esteve pendurada na cruz! Beleza indescritível foi traspassada com uma lança! Essa tragédia excede todas as outras! Por mais perversa que tenha sido a ingratidão do homem em outros casos, a sua mais perversa ingratidão se expressou no caso de Jesus! Por mais horrível que tenha sido o ódio do homem contra a virtude, o seu ódio mais cruel foi manifestado contra Jesus! No caso de Jesus, o inferno superou todas as suas vilezas anteriores, clamando: “Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo” (Mt 21.38).
Deus habitou entre nós, e os homens não O aceitaram. Visto que o homem foi capaz de traspassar e matar o seu Deus, ele cometeu um pecado horrível. O homem matou o Senhor Jesus Cristo e O traspassou com uma lança! Nesse ato, o homem mostrou o que fariam com o próprio Eterno, se pudesse chegar até Ele. O homem é, em seu coração, assassino de Deus. Ele se alegra e fala que Deus não existe. Ele diz em seu coração: “Não há Deus” (Sl 14.1). Se a sua mão pudesse ir tão longe quanto o seu coração, Deus não existiria nem mesmo por mais uma hora. Isto dá ao traspassamento de nosso Senhor uma forte intensidade de pecado: foi o traspassamento de Deus.
Por quê? Por que razão o bom Deus foi assim perseguido? Oh! pelo amor de nosso Senhor Jesus Cristo, pela glória de sua Pessoa, pela perfeição de seu caráter, eu lhe peço – admire-se e envergonhe-se de que Ele foi traspassado! Não foi uma morte comum. Aquele assassinato não foi um crime comum. Ó homem, Aquele que foi traspassado com a lança era o seu Deus! Na cruz, contemple o seu Criador, o seu Benfeitor, o seu melhor Amigo!
Olhe firmemente para Aquele que foi traspassado e observe o Sofredor que é descrito na palavra “traspassado”. Nosso Senhor sofreu severa e terrivelmente. Não posso, em uma mensagem, descrever a história de seus sofrimentos – as tristezas de sua vida de pobreza e perseguição; as angústias do Getsêmani e do suor de sangue; as tristezas de seu abandono, traição e negação; as tristezas no palácio de Pilatos; os golpes de chicotes, o cuspe e o escárnio; as tristezas da cruz, com sua desonra e agonia… Nosso Senhor foi feito maldição por nós. A penalidade do pecado ou o que lhe era equivalente, Ele a suportou, “carregando Ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (1 Pe 2.24). “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5).
Irmãos, os sofrimentos de Jesus devem amolecer nosso coração! Neste dia, lamento o fato de que não me entristeço como deveria. Acuso a mim mesmo daquele endurecimento de coração que eu condeno, visto que posso contar-lhes essa história sem enternecimento de coração. Os sofrimentos de meu Senhor são indescritíveis. Examinem e verifiquem se já houve tristeza semelhante à de Jesus! A sua tristeza foi abismal e insondável… Se você considerar firmemente a Jesus traspassado por nossos pecados e tudo que isso significa, seu coração se dilatará! Mais cedo ou mais tarde, a cruz desenvolverá todo sentimento que você será capaz de produzir e lhe dará capacidade para mais. Quando o Espírito Santo põe a cruz no coração, o coração se dissolve em ternura… A dureza de coração desaparece quando, com profundo temor, contemplamos a Jesus sendo morto.
Devemos também observar quem foram os que traspassaram a Jesus. “Olharão para aquele a quem traspassaram.” Ambos os verbos se referem às mesmas pessoas. Nós matamos o Salvador, nós que olhamos para Ele e vivemos… No caso do Salvador, o pecado foi a causa de sua morte. O pecado O traspassou. O pecado de quem? Não foi o pecado dEle mesmo, pois Ele não tinha pecado, e nenhum engano se achou em seus lábios. Pilatos disse: “Não vejo neste homem crime algum” (Lc 23.4). Irmãos, o Messias foi morto, mas não por causa dEle mesmo. Nossos pecados mataram o Salvador. Ele sofreu porque não havia outra maneira de vindicar a justiça de Deus e de prover-nos um escape da condenação. A espada, que deveria cair sobre nós, foi despertada contra o Pastor do Senhor, contra o Homem que era o Companheiro de Jeová (Zc 13.7)… Se isso não quebranta nem amolece nosso coração, observemos por que Ele foi levado a uma posição em que poderia ser traspassado por nossos pecados. Foi o amor, poderoso amor, nada mais do que o amor, que O levou até à cruz. Nenhuma outra acusação Lhe pode ser atribuída, exceto esta: Ele era culpado de amor excessivo. Ele se colocou no caminho do traspassamento, porque resolvera salvar-nos… Ouviremos isso, pensaremos nisso, consideraremos isso e permaneceremos apáticos? Somos piores do que os brutos? Tudo que é humano abandonou a nossa humanidade? Se Deus, o Espírito Santo, está agindo agora, uma contemplação de Cristo derreterá o nosso coração de pedra…
Quero dizer-lhes ainda, ó amados: quanto mais olharmos para Jesus crucificado, tanto mais lamentaremos o nosso pecado. A reflexão crescente produzirá sensibilidade crescente. Desejo que olhem muito para Aquele que foi traspassado, para que odeiem cada vez mais o pecado. Livros que expõem a paixão de nosso Senhor e hinos que cantam a sua cruz sempre foram bastante queridos pelos crentes piedosos, por causa de sua influência sobre o coração e a consciência deles. Vivam no Calvário, amados, até que viver e amar se tornem a mesma coisa. Diria também: olhem para Aquele que foi traspassado, até que o coração de vocês seja traspassado.
Um antigo teólogo dizia: “Olhe para a cruz, até que tudo que está na cruz esteja em seu coração”. E acrescentou: “Olhe para Jesus, até que Ele olhe para você”. Olhem com firmeza para a sua Pessoa sofredora, até que Ele pareça estar volvendo sua cabeça e olhando para você, assim como o fez com Pedro, que saiu e chorou amargamente. Olhe para Jesus, até que você veja a si mesmo. Lamente por Ele, até que lamente  por seu próprio pecado… Ele sofreu em lugar, em favor e em benefício de homens culpados. Isso é o evangelho. Não importa o que os outros preguem, “nós pregamos a Cristo crucificado” (1 Co 1.23). Sempre levaremos a cruz na vanguarda. A essência do evangelho é Cristo como substituto do pecador. Antes e acima de tudo, pregamos Aquele que foi traspassado. Isso levará ao arrependimento evangélico, quando o Espírito de graça for derramado.

Extraído do sermão matinal de domingo 18 de setembro de 1887, no Tabernáculo Metropolitano de Londres.

Tradução: Pr. Wellington Ferreira


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