quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Oração eficaz!

Existe algo que você precisa obter do Senhor? Argumente...exponha as razões que indiquem a necessidade de tal benção diante de DEUS em oração...ELE já sabe, mas determinou que fosse assim para que pudéssemos manter um relacionamento mais estreito com o DEUS TODO PODEROSO! Fazendo isso você comprovará que realmente valoriza o que está pedindo...
Mas acima de tudo, prefira sempre a vontade de Deus, ela é infinitamente melhor que a sua...
Seguem algumas coisas que aprendi com o amado irmão Spurgeon.

Trechos extraídos do Livro “ORAÇÃO EFICAZ” de Charles Haddon Spurgeon

"Ah, se eu soubesse onde encontrá-lo, e pudesse chegar ao seu tribunal! Exporia ante ele a minha causa e encheria a minha boca de argumentos. "
- Jo 23:3,4

O supremo desejo de um aflito filho de Deus é, uma vez mais, ver a face de seu Pai. Seu primeiro e mais profundo clamor é, "Ah, se eu soubesse onde encontrá-lo - aquele que é o meu Deus! - e pudesse chegar ao Seu tribunal!" Os filhos de Deus correm para casa quando chega a tempestade. É instinto natural de uma pessoa salva buscar abrigar-se de todos os males sob as asas do Senhor. Um hipócrita, quando sente que foi afligido por Deus, se revolta contra a aflição e, como um escravo, foge de seu mestre que o açoitou; o mesmo, no entanto, não acontece com um verdadeiro herdeiro do céu; ele beija a mão que o castigou e busca abrigar-se da vara no seio do mesmo Deus que lhe havia repreendido. Você perceberá que o desejo de ter comunhão com Deus se intensifica devido terem fracassado todas as outras fontes de consolação. Nada nos ensina melhor quão precioso é o Criador, do que a percepção da futilidade de tudo que nos cerca. Algumas vezes a alma redimida é privada da confortável presença de Deus. Esta é a pior de todas as tristezas; o clamor neste texto é um dos gemidos mais profundos de Jó, muito mais profundo do que qualquer outro que tenha surgido por causa da perda de seus filhos e propriedades: "Ah, se eu soubesse onde encontrar meu Deus!" Você pode ser amado por Deus e não ter consciência desse amor em tua alma. Quando por alguns momentos a alma do crente sente-se privada da presença confortadora do Altíssimo ela clama: "Não, é a minha própria vida, preciso ter o meu Deus. Pereço, atolo-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé, e nada a não ser o braço de Deus pode me libertar". A alma agraciada se empenha com zelo redobrado para encontrar a Deus, e envia aos céus seus gemidos, súplicas, soluços e suspiros com mais freqüência e mais fervor. Jó no texto acima desejava suplicar ante Alguém que o ouviria e o ajudaria. "Com boa ordem exporia ante ele a minha causa, e a minha boca encheria de argumentos".
Assim como um peticionário não vai a uma corte impulsivamente, sem antes pensar no que vai dizer, mas entra na sala de audiências com seu processo bem preparado, tendo também aprendido como deve se comportar diante da grande autoridade a quem vai apelar, da mesma forma é bom que nos aproximemos do trono do Rei dos reis, tanto quanto possível, com premeditação e preparação, sabendo o que fazemos, qual a nossa posição e o que desejamos obter. Em tempos de perigo e aflição podemos correr para Deus da forma como estamos, assim como a pomba voa para uma fenda na rocha, mesmo que suas penas estejam arrepiadas; mas em tempos normais não deveríamos nos aproximar dEle com espírito despreparado. Veja ali o sacerdote; ele tem um sacrifício para oferecer, porém não se apressa para o pátio dos sacerdotes a fim de picar o novilho com o primeiro machado em que puder pôr a mão. Pelo contrário quando se levanta lava seus pés na bacia de bronze, coloca suas vestimentas e se enfeita com seus trajes sacerdotais. Então ele se achega ao altar com sua vítima adequadamente dividida de acordo com a lei. Sendo cuidadoso em fazer de conformidade com o mandamento, mesmo em coisas simples tais como onde colocar a gordura, o fígado e os rins. Deus nos livre de que nossa oração seja somente saltar da cama, ajoelhar-nos e dizer qualquer coisa que venha à mente. Pelo contrário, que possamos esperar no Senhor com santo temor e reverência. Davi se expressa da seguinte forma: "Pela manhã ouvirás a minha voz, ó Senhor; pela manhã me apresentarei a ti, e vigiarei" (Salmo 5:3). Sempre lhes tenho explicado isso como significando pôr em ordem de batalha seus pensamentos tais quais homens de guerra, ou apontar suas orações como se fossem flechas. É muito apropriado para nós sentirmos que agora estamos fazendo algo real; sentirmos que estamos nos dirigindo a Deus, a Quem não podemos ver, porém que está realmente presente; a Quem não podemos tocar ou ouvir, nem por meio de nossos sentidos perceber, a Quem, entretanto, está conosco tão realmente como se estivéssemos falando com um amigo de carne e osso. Sentindo a realidade da presença de Deus, nossa mente será conduzida pela graça divina a um estado de humildade; sentir-nos-emos como Abraão quando disse: "Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza". Assim sendo, não faremos nossas orações como garotos que repetem suas lições de forma rotineira, muito menos falaremos como se fôssemos rabinos instruindo nossos alunos, ou como alguns fazem, com a aspereza de um assaltante parando alguém na estrada e obrigando-o a entregar-lhe sua bolsa; mas seremos humildes suplicantes, embora ousados, humildemente importunando a misericórdia mediante o sangue do Salvador. Não teremos a reserva de um escravo, mas a cândida reverência de uma criança, contudo não uma criança imprudente, impertinente, e sim uma criança obediente e dócil, honrando seu Pai, e portanto rogando sinceramente, com respeitosa submissão à vontade de seu Pai. Quando sinto que estou na presença de Deus e tomo o meu devido lugar ali, a próxima coisa que faço é reconhecer que não tenho direito algum àquilo que estou buscando e não posso recebê-lo, exceto como um dom da graça. Devo reconhecer também que Deus limita o canal através do qual me concede misericórdia - Ele o fará por meio do Seu amado Filho. Portanto, quero me colocar sob a proteção do grande Redentor. Quero sentir que agora não sou mais eu que falo, mas Cristo fala comigo e que, enquanto suplico, faço-o através de Suas chagas, Sua vida, Sua morte, Seu sangue e Seu ser. Parece-me que a oração deve ser clara, o pedir por alguma coisa definida e claramente, pois a mente percebe sua necessidade premente de tal coisa, e portanto deve suplicar por ela. Não é bom usar de rodeios na oração, mas ir direto ao assunto. Ordenar nossa causa nos levaria a uma maior clareza de pensamento. Você está diante do Senhor; sejam poucas as tuas palavras, mas seja cheio de fervor teu coração. É preciso examinar a bênção que deseja para saber se ela é algo apropriado a ser pedido, pois algumas orações jamais seriam feitas se os homens apenas refletissem. Deve haver junto com a oração aceitável o santo sal da submissão à vontade divina. 1) profunda espiritualidade que reconhece a oração como sendo conversa real com o Deus invisível - clareza que evidencia realidade na oração, pedindo por aquilo que sabemos necessitar; 2) muito fervor, crendo que é realmente necessário aquilo que desejamos, estando dispostos a obtê-lo pela oração, desde que seja possível tê-lo por meio da mesma; 3) acima de tudo isso, completa submissão, deixando-o ainda com a vontade do Mestre. Tudo isso deve ser amalgamado e então terá uma idéia clara do que é ordenar sua causa diante de Deus. Ainda mais, a oração em si mesma é uma arte que somente o Espírito Santo pode nos ensinar. Rogue pela oração - ore até que consiga orar, ore para ser ajudado a orar e não abandone a oração porque não consegue orar, pois nos momentos em que você acha que não pode orar, é que realmente está fazendo as melhores orações. As vezes quando você não sente nenhum tipo de conforto em suas súplicas e seu coração está quebrantado e abatido, é que realmente está lutando e prevalecendo com o Altíssimo.
Quando nos aproximamos da porta da misericórdia, argumentos convincentes são as batidas na argola que fazem com que a porta se abra. Deus exige que pleiteemos com Ele e apresentemos nossas razões fortes, como diz Isaías, pois isso mostrará que valorizamos a bênção. Quando um homem busca argumentos em favor de uma determinada coisa é porque ele atribui importância àquilo que está procurando. O argumento bem sucedido está sempre fundamentado sobre a graça, e daí a alma que assim suplica começa a entender intensamente que é pela graça, e graça somente, que um pecador obtém algo do Senhor. Orar é subir em asas de águia acima das nuvens e chegar ao céu claro onde Deus habita. Orar é tomar o céu nos braços, é abraçar a Deidade dentro da alma e sentir o corpo feito o templo do Espírito Santo. Independente da resposta, a oração em si mesma é uma bênção. Orar é desfazer-se de seus fardos, despir-se de seus trapos, lançar fora suas enfermidades, ficar cheio de vigor espiritual, alcançar o mais alto ponto da saúde cristã. Seguem alguns argumentos que tem sido usado com grande sucesso diante de Deus:
Os atributos de Deus
Assim sendo, eu e você podemos nos agarrar, a qualquer instante, à justiça, misericórdia, fidelidade, sabedoria, paciência e ternura de Deus, e descobriremos que todos os atributos do Altíssimo são, em certo sentido, um grande aríete com o qual poderemos abrir as portas do céu.
As promessas de Deus
E tendo Deus falado, não o fará? "Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso". Não será Ele verdadeiro? Não manterá Ele Sua palavra? Porventura não permanecerá de pé e não será cumprida toda palavra que sai de Seus lábios? Josué disse : "Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel: tudo se cumpriu" (Josué 21:45)”. Deus deseja cumpri-la; de outra forma não a teria proferido.
O grande nome de Deus
Moisés argumentou com Deus: "O que farás pelo Teu grande nome? Os egípcios dirão: porquanto o Senhor não podia pôr este povo na terra que lhes tinha jurado; por isso os matou no deserto." Há algumas ocasiões em que o nome de Deus está intimamente ligado à história do Seu povo. Tomemos, por exemplo, o caso do nosso respeitado irmão, o Sr. Jorge Müller, de Bristol. Durante muitos anos ele declarou que Deus ouve e atende as orações e, firme nessa convicção, construiu casa após casa para abrigar órfãos. Posso imaginar, portanto, que se ele estivesse necessitando de meios para o sustento daquelas mil ou duas mil crianças, teria usado o seguinte argumento: "O que farás pelo Teu grande nome?" Ezequias, rei de Judá, fez muito bem quando pegou a carta de Rabsaqué e a expôs diante do Senhor. Pois apartir do momento em que ele apresentou diante de Deus seu argumento, não era mais o pobre insignificante Ezequias com seu pequeno grupo de soldados que lutariam contra Rabsaqué, mas sim Jeová, O DEUS DOS DEUSES e SENHOR DOS SENHORES.
O Passado
Estamos tratando com um Deus imutável, que fará no futuro o que fez no passado, pois nunca muda de propósito e o Seu desígnio não pode ser frustrado. Podemos até mesmo usar nossa própria indignidade como argumento com Deus. Davi em determinado lugar argumenta da seguinte forma: "Senhor, perdoa a minha iniqüidade, pois é grande". Esse é um modo especial de raciocinar, mas sendo interpretado significa: "Senhor, por que farias coisas pequenas? Tu és um grande Deus e eis aqui um grande pecador. Eis uma oportunidade em mim para demonstrar a Tua graça. A enormidade do meu pecado faz de mim um palco para manifestar a grandeza da Tua misericórdia. Permite que a grandeza do Teu amor seja vista em mim." Sou tão pequeno, e desde que a grandeza da Tua misericórdia pode ser mostrada em alguém tão insignificante e tão vil, ó Deus, então tenha misericórdia de mim".
E agora chegaremos no ponto mais importante de todos. O fundamental.
O sofrimento, morte, mérito e intercessão de Cristo Jesus
Receio que não estamos compreendendo o que está à nossa disposição quando somos permitidos suplicar a Deus baseados nos méritos de Cristo. Quando pedimos a Deus que nos ouça, enquanto invocamos no nome de Cristo, geralmente queremos dizer: "Ó Senhor, Teu amado Filho merece isso de Ti; faze-o para mim porque Ele merece". Mas se nós soubéssemos poderíamos ir adiante. Suponha que você tenha um armazém na cidade e diz a mim: "Meu amigo, vá até o meu escritório e use o meu nome e diga que devem lhe dar o que deseja". Eu poderia ir e usar o teu nome e obteria o meu pedido como uma questão de direito e de necessidade. Isto é virtualmente o que Jesus Cristo diz a nós. "Se você necessita algo de Deus, tudo o que o Pai tem pertence a Mim; vá e use Meu nome." Quando você tem o nome de Cristo, a quem a própria justiça de Deus é devedora, e cujos méritos fazem reivindicações diante do Altíssimo, não há necessidade de falar com medo, temor ou com o fôlego suspenso. Não fique indeciso e não deixe que a fé vacile! Quando você pleiteia no nome de Cristo, está usando algo que balança as portas do inferno e ao qual os exércitos do céu obedecem. Seria melhor se em tuas orações você pensasse mais nos sofrimentos e tristezas de Cristo. Apresente diante do Senhor as Suas chagas; fale ao Senhor sobre Seus clamores; faça com que os gemidos de Jesus clamem novamente do Getsêmani, e Seu sangue fale novamente desde o Calvário horrível. O homem que tem a sua boca cheia de argumentos em oração, logo a terá cheia de ações de graças em resposta às suas orações. Deus diz: "Abra a tua boca com argumentos", e então Ele a encherá de misericórdias preciosas, jóias de valor incalculável.

Um comentário:

  1. Minha oração neste momento é para que eu aprenda a me achegar diante da presença de Deus com reverência e humildade.
    Quero aprender com Jesus! Que O Santo espírito me ajude em mimhas orações!

    Glórias ao teu nome Jesus, toda honra e toda a glória seja dada a ti!

    Amei o texto!

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