terça-feira, 8 de agosto de 2017

Então conhecerei, como sou conhecido!

A mente humana tem dificuldades com alguns assuntos da vida. Coisas que não se solucionam facilmente, dor que persiste, sofrimento que não se acaba. A limitação da capacidade humana deixa enfermo quem não a assimilar, bem como o fato de que a compreensão sobre muitas questões não será possível na existência terrena.
A mente humana em sua maioria, não entende os desígnios de Deus e busca motivos para culpa-lo pelas escolhas que os homens fazem.
Existem porém, aquelas situações inexplicáveis, nas quais o desejo de entender o motivo é imenso, porém DEUS nunca teve obrigação de dar satisfação sobre a didática de Seus ensinamentos.
Agora você vê em parte, mas um dia verá e entenderá tudo.   
Exemplificarei de acordo com as palavras citadas no final do filme “Você acredita?”:

“Não sei se algum de nós consegue ver o quadro inteiro, do ponto de vista de Deus digamos assim. É como se fossemos crianças sentadas no chão olhando a parte de trás de um tapete que está sendo tecido. Aos nossos olhos, às vezes parece feio, é um amontoado de cores e nada faz muito sentido. Mas algum dia não estaremos mais sentados no chão, vamos passar para o outro lado e a genialidade da obra de Deus vai se tornar clara, e no centro de tudo vamos encontrar a cruz. Naquele imenso tapete também veremos aquele filamento único, o único daquele tipo e daquela cor que nossa vida adicionou a obra. Aquele filamento único que sem ele, tudo seria de alguma forma incompleto. Pessoalmente não vejo a hora de ver a obra prima do Senhor.”

O texto abaixo aborda esse tema. Extraí alguns trechos e desejo que o Espírito Santo de Deus encha seu coração do Seu amor a fim de que se você não entender o momento em que se encontra, pelo menos tenha a certeza de que em tudo DEUS está cuidando de você e em nenhum momento lhe deixou sozinho.

Agora e Depois: Entendendo como entendemos e como entenderemos a realidade espiritual

Sermão nº1002  pregado por Charles Haddon Spurgeon no Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

“Agora vemos como em espelho, obscuramente; mas então veremos cara a cara.” 1 Coríntios 13:12

A todo custo irmãos, procurem os melhores dons, assim como o artista desejaria ter habilidade em todos os seus membros, e estar alerta com todos seus sentidos. Porém, sobretudo, aprecie o amor como a faculdade que impulsiona sua habilidade. Aprendam a estimar este sagrado instinto do amor mais que todos os mais seletos dons e O amor de Cristo deve habitar ricamente em ti.
Jesus falou que deveríamos ser como crianças. A infância é algo muito bom que todos deveríamos manter presente. Se a esquecemos, nossas afetividades logo se secam, nosso comportamento fica propenso a se tornar intratável, nossas opiniões se tornam bem mais altivas e nosso egoísmo se torna muito repulsivo. Sendo o homem de maior destaque de seus dias na igreja cristã, o qual exercia a mais ampla influência entre os convertidos a Cristo, Paulo se lembrou do passado distante quando era jovem, e sua lembrança foi muito oportuna.

Há sabedoria em sua reflexão: Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino, brincava como menino, mas quando me tornei homem, deixei as coisas que eram de menino. Compara assim duas etapas de sua vida natural, as quais lhe servem como uma parábola. No conhecimento espiritual sentia que estava em sua infância ainda. Sua maturidade, sua idade adulta plena, permanecia diante de si como uma perspectiva futura. Podia imaginar facilmente um futuro desde o qual olharia o seu eu atual como um mero aprendiz que andava tateando no seu caminho entre as sombras da sua própria fantasia. “Pois agora” – diz – vemos com em espelho, obscuramente; mas então veremos cara a cara. Agora conheço em parte, mas então conhecerei como fui conhecido.

Aqui Paulo emprega uma ou duas figuras novas. Como em espelho!” Talvez não sejamos capazes de determinar a que tipo de espelho se refere, mas a nós basta que o significado seja óbvio. Há uma grande diferença entre ver um objeto através de um obscuro instrumento e inspecioná-lo de perto, à vista. Em ambos os casos havemos de ter o poder da visão, mas no último caso podemos usá-la como maior vantagem. Agora vemos como em espelho, obscuramente”. Obscuramente, como se fosse um enigma! Nossas percepções mentais são tão frágeis que as claras verdades nos desconcertam. As palavras que nos instruem são quadros que precisam de uma explicação. Os pensamentos que nos comovem são visões que flutuam em nossos cérebros e precisam de uma retificação. Oh, como precisamos de uma visão mais clara! Precisamos de um conhecimento mais perfeito!
Prestem atenção, irmãos, que embora tenhamos muitos motivos para a desconfiança, já que somente vemos como em espelho obscuramente, é um motivo de alegria que pelo menos a vejamos. Graças a Deus, porque, em efeito, conhecemos; mas para que sirva de freio à nossa altivez, conhecemos em parte. Amados, os objetos que olhamos estão à distância e nós somos míopes. A revelação de Deus é ampla e profunda, porém nosso entendimento é frágil e superficial.

Há coisas que agora consideramos muito valiosas, porém, logo não terão nenhum valor para nós. Há algumas coisas que conhecemos, ou acreditamos conhecer, e valorizamos demais nosso conhecimento; porém quando alcançarmos a condição de homens, não daremos a esse conhecimento um valor maior que um menino dá a um brinquedo quando se torna um homem. Nossa maioridade espiritual no céu jogará fora muitas coisas que agora consideramos valiosas, assim como um homem adulto abandona os tesouros de sua infância. E há muitas coisas que nos acostumamos a ver que, uma vez que haja concluído esta vida passageira, não as veremos mais. Embora nos deleitássemos nelas e agradassem nossos olhos enquanto transitávamos nesta terra, dissipar-se-ão como um sonho quando alguém acorda; não as veremos nunca mais, nem as desejaremos mais, pois nossos olhos – sob uma luz mais clara e ungidos com colírio – terão visões mais resplandecentes, e nunca lamentaremos o que perdemos, diante da presença das cenas mais lindas que haveremos de encontrar. Há outras coisas que conhecemos agora e que nunca esqueceremos, as conheceremos para sempre, com a diferença que será de forma plena, porque não teremos mais um conhecimento parcial delas; e há algumas coisas que vemos agora e veremos na eternidade, só que lá as veremos sob uma luz mais clara.

Entre as coisas que vemos agora – todos aqueles que entre nós cujos olhos foram iluminados pelo Espírito Santo – está o fato de que nos vemos a NÓS MESMOS.

Vermos a nós mesmos é um dos primeiros passos da verdadeira religião. A maior parte dos homens nunca viu a si mesmos. Viram a imagem aduladora de si mesmos e imaginam que trata da própria cópia fac-símile sua, mas não o é. Os senhores e eu fomos instruídos pelo Espírito Santo de Deus para vermos nossa ruína pela queda – lamentamos devido a essa queda – tomamos consciência de nossa depravação natural, somos abatidos até chegar ao pó por essa descoberta que nos mostrou nossa natureza pecaminosa real e como transgredimos contra o Altíssimo.

Arrependemo-nos disto e fugimos em busca do refúgio, em direção à esperança posta diante de nós no Evangelho. Dia a dia vemos algo mais de nós mesmos – garanto-lhes que não vemos nada prazeroso – porém isso é muito útil, pois é algo grande conhecer nosso vazio.
É algo importante descobrir nossa fraqueza; é um passo essencial para nossa participação da fortaleza divina. Eu suponho que quanto mais vivamos, mas nós veremos a nós mesmos e provavelmente cheguemos a esta conclusão: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”, e clamaremos como Jó: “Eu sou vil”. Quanto mais descubramos coisas de nós mesmos, mais nos sentiremos doentes de nós mesmos.

Não duvido, porém, que no céu descobriremos que nem sequer a nós mesmos nos pudemos ver sob a mais clara luz, senão “como em espelho”, “obscuramente, somente como um profundo enigma, já que entenderemos mais a cerca de nós mesmos no céu do que entendemos agora. Lá, veremos como ainda não vimos, que mal tão terrível foi a Queda, em que sepultura tão terrível caímos; e quão rápido ficamos enganados nesse lugar cheio de lodo. Lá veremos a negrura do pecado como jamais vimos aqui e entenderemos seu inferno merecido como até agora não pudéramos ter feito senão a partir do momento em que olharmos o céu aonde nos levará a misericórdia infinita. Quando cantemos o Cordeiro que foi imolado é digno, olharemos as roupas que lavamos no Seu sangue e veremos quão embranquecidas ficaram. Entenderemos melhor que agora o quanto necessitávamos da limpeza, quão carmesins eram as manchas e quão precioso era o sangue que fez desaparecer as máculas escarlates. Lá, também, conheceremos nosso lado brilhante melhor do que o conhecemos agora. Hoje sabemos que somos salvos e, portanto, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus; porém, veremos melhor este manto de justiça que nos cobre agora, e que nos cobrirá então, e discerniremos quão lustroso é com seu bordado e com seu ouro forjado; muito melhor que as pérolas e joias que decoraram os mantos dos monarcas são o sangue e a justiça do Deus Filho que se entregou por nós. Aqui sabemos que somos adotados. Sentimos no espírito a condição de filhos. “Clamamos: Abba Pai!” Lá, porém, conheceremos melhor em que consiste ser os filhos de Deus, pois aqui ainda não se manifestou o que havemos de ser; porém quando estivermos lá, e quando Cristo se manifeste, seremos semelhantes a Ele, porque veremos tal como Ele é, e entenderemos plenamente o que significa gozar da condição de filhos.
Assim, também, eu sei hoje que sou coerdeiro com Cristo, porém tenho uma ideia muito pobre daquilo de que sou herdeiro; lá, porém, verei as propriedades que me pertencem, e não somente verei, como também as desfrutarei de fato. Todo cristão terá uma parte da herança imarcescível e sem mancha, reservada no céu para ele, porque está em Cristo Jesus. É um com Cristo, é um por eterna união. Temo, porém, que isso seja mais um enigma para nós que
um assunto inteligível. Vemo-lo como um enigma agora, porém lá nossa união com Cristo será tão visível e tão clara como as letras do alfabeto. Lá saberemos o que significa ser um membro de Seu corpo, de Sua carne, de Seus ossos; lá entenderei o laço da união mística que une a alma do crente a Cristo; lá verei como, igual o ramo que brota do caule, minha alma está em união, em uma vital união com seu Bendito Senhor Jesus Cristo. Assim, algo que vemos agora, mas que veremos sob uma luz mais clara no mais além é: “a nós mesmos”.

Aqui também vemos a IGREJA, mas LOGO A VEREMOS MUITO MAIS CLARAMENTE. Sabemos que há uma igreja de DEUS. Sabemos que o Senhor tem um povo que escolheu desde antes da fundação do mundo; acreditamos que os membros desse povo estão esparramados por todas as partes de nossa terra, e em muitas outras terras. Há muitos deles que não conhecemos; há muitos que se nós as conhecêssemos, me atreveria a dizer que não nos agradaria particularmente, devido suas características externas: pessoas de aparência estranhas e talvez de hábitos muito diferentes e, no entanto, apesar de tudo isso, elas constituem o povo do Deus vivo.
Agora, nós conhecemos esta igreja, conhecemos a sua glória e seus membros são impulsionados por uma só vida, são vivificados. Lá conheceremos algo a mais do número dos escolhidos que conhecemos agora, e poderá ser que para nossa surpresa, encontremos entre a companhia dos escolhidos de Deus, alguns a quem em nossa amargura de espírito tínhamos condenado, e lá sentiremos falta de alguns, que em nossa caridade, concebíamos que estavam perfeitamente seguros. Então saberemos melhor quem são aqueles que pertencem ao Senhor e quem são os que não pertencem, algo que jamais poderíamos saber aqui. Na terra todos nossos processos de discernimento são falhos. Haverá um rebanho com um Pastor, e Aquele que reina sobre o trono eternamente, será glorificado.
Quanta glória a Seu próprio Nome lhe darão Seus redimidos, quando reunir a todos os que são chamados e escolhidos e fiéis entre os filhos dos homens. Este é um dos gozos que estamos esperando: que viremos à congregação dos primogênitos que estão inscritos nos céus, e teremos comunhão com aqueles que têm comunhão com Deus por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.

Aqui vemos a providência de Deus, mas ela está como em espelho, obscuramente. O apóstolo disse “como” espelho. Havia vidro nos dias dos apóstolos, não do tipo da substância de que são feitas nossas janelas, mas um vidro grosso, de cor opaca, não muito mais transparente que o vidro que se usa na fabricação de garrafas comuns, de tal forma que se olhássemos através de um pedaço de vidro não poderíamos ver muito. Isso se assemelha ao que vemos agora da divina providência. Nós cremos que aos que amam a Deus todas as coisas lhes cooperam para bem; vimos como obram conjuntamente para o bem em alguns casos, e comprovamos que na prática é assim. Porém, ainda assim, para nós se trata mais de um assunto de fé que um assunto de vista. Não podemos dizer como “cada linha obscura e sinuosa se junta no centro de seu amor”. Não percebemos ainda como Ele fará para que essas
obscuras dispensações de tribulações e aflições que sobrevém a Seu povo realmente sirvam para Sua glória e para a felicidade perene deles. Porém, lá em cima veremos a providência, por assim dizer, cara a cara, e eu suponho que o descobrimento de como o Senhor tratou conosco será uma de nossas maiores surpresas. “Vamos” – diremos alguns de nós – “orávamos justamente contra essas precisas circunstâncias que eram as melhores que
pudessem ter-nos sido designadas”. “Ah!” – dirá outro – “eu me inquietei e me turbei pelo que era, depois de tudo, a mais rica misericórdia que o Senhor jamais me enviara”. Algumas vezes conheci pessoas que renegaram uma carta que batia à sua porta, e aconteceu que, em alguns casos, continha algo muito valioso e posteriormente o carteiro comentou: “Você desconhecia o conteúdo, pois do contrário não a teria rejeitado”. E Deus nos enviou frequentemente tal preciosa quantidade de misericórdias no envelope negro da tribulação, que se nós houvéssemos conhecido seu conteúdo, o teríamos aceitado, e nos haveríamos alegrado de pagar por ele, contentes de lhe dar alojamento e abrigo; mas devido o fato de vê-lo negro fomos rápidos em fechar a porta.

Agora, lá em cima não somente nos conheceremos mais a nós mesmos, mas perceberemos em maior escala as razões de muitos dos tratos de Deus para conosco.

Com certeza ao fim tudo sairá bem; tem que sair bem, cada parte e cada porção hão de trabalhar conjuntamente numa unidade de desígnio para promover a glória de Deus e o bem dos santos. O veremos lá e elevaremos nosso cântico com zelo e gozo renovados, conforme novos esclarecimentos da sabedoria e da bondade de Deus – cujos caminhos não podem ser descobertos – sejam expostas diante de nossa assombrada visão.

Em quarto lugar, não estaríamos distorcendo o texto se disséssemos que, embora conheçamos algo DAS DOUTRINAS DO EVANGELHO, E DOS MISTÉRIOS DA FÉ, gradualmente ao cabo de alguns meses ou anos, conheceremos muitíssimo mais do que conhecemos agora. Há algumas grandiosas doutrinas, irmãos e irmãs, que amamos encarecidamente, mas embora as amemos, nosso entendimento é demasiado fraco para captá-las plenamente. Nós as classificamos como mistérios; as reconhecemos reverentemente, porém, não nos atrevemos a tentar explica-las. São assuntos de fé para nós.
Certamente, ainda quando for exaltada no céu, nenhuma criatura será jamais capaz de compreender todos os pensamentos do Criador; nunca seremos oniscientes; não podemos sê-lo – somente Deus sabe todas as coisas e entende todas as coisas. Porém, quanto mais da autêntica verdade haveremos de discernir quando as névoas e as sombras hajam dissipado, muito mais entenderemos quando formos levantados àquela esfera mais elevada e dotada de faculdades mais brilhantes, ninguém poderá dizê-lo. Provavelmente coisas que nos desconcertam aqui serão lá tão claras como podem sê-lo. Talvez nos riamos de nossa própria ignorância.

Oh quão pouco conhecemos, mas quanto mais conheceremos! Estou certo de que conheceremos, pois está escrito: Então conhecerei como fui conhecido! Agora vemos as coisas como numa névoa e com frequência estamos confundidos e não podemos conjecturar como se harmoniza uma parte com outra parte pertencente ao mesmo sistema, nem discernimos como podem ser consistentes todas essas doutrinas.

AQUI VEMOS A JESUS CRISTO, PORÉM NÃO O VEMOS COMO LOGO VEREMOS. Vimo-lo por fé de tal forma que entendemos que nossas cargas foram transferidas a Ele, e nossas iniquidades foram levadas por Ele ao deserto, onde, se fossem buscadas, não seriam encontradas. Vimos a Jesus o suficiente para saber que todo Ele é desejável” (Cânticos 5); podemos dizer Dele que é toda minha salvação e meu desejo”.

A formosura do Rei nos cativou e deixou embevecido nosso coração; no entanto, uma vez que cheguemos à corte do Grandioso Rei, vamos declarar que Ele não nos havia dito nem a metade. Diremos: Meus olhos o verão, e não outro”.

Chegaram muitas sugestões acerca do que faremos no céu e que haveremos de desfrutar, mas tudo isso me parece longe do objetivo comparado: que estaremos com Jesus, e seremos como Ele e contemplaremos Sua glória. Oh! Ver os pés que foram pregados e tocar a mão que foi atravessada, e olhar a cabeça que levou os espinhos, e nos inclinarmos diante Dele, que é inefável amor, indizível condescendência e infinita ternura! Oh! Inclinar-se
diante Dele, e beijar esse rosto bendito! Jesus, que mais necessitamos que ver-te através de Tua própria luz, ver a Ti a falar Contigo, como quando um homem fala com seu amigo?

Ele será quem cativará nosso olhar, quem absorverá nossos pensamentos, quem prenderá nosso afeto e elevará nossas sagradas paixões ao ponto mais alto do ardor celestial. Veremos a Jesus.

Está escrito que os limpos de coração verão a Deus. Deus é visto agora em suas obras e em sua PALAVRA. Na verdade, estes olhos pouco poderiam suportar ver a visão beatífica, porém temos razões para esperar que na medida em que as criaturas possam tolerar a visão do infinito Criador, ser-nos-á permitido que vejamos a Deus.

Então entenderemos mais sobre Deus do que entendemos agora; estaremos mais próximos Dele, mais familiarizados com Ele e mais cheios Dele. O amor de Deus será derramado abundantemente em nossos corações; conheceremos a nosso Pai como ainda não O conhecemos; conheceremos ao Filho num grau mais pleno do que nos foi revelado até agora, e conheceremos o Espírito Santo em Seu amor pessoal e ternura para conosco, muito além de todas essas influências e operações que nos reconfortou em nossas aflições e nos guiou em nossas perplexidades aqui embaixo.

Eu, cuja consciência viu-se aterrada ao ouvir a voz de Deus proclamando Sua santa lei; eu, cujo coração derreteu quando irrompiam em meus ouvidos os ternos tons de Seu bendito Evangelho nesses fragmentos que aliviam o peso da profecia; eu que reconheci no bebê de Belém a esperança de Israel; no homem de Nazaré, o Messias que viria; na vítima do Calvário, o único Mediador; em Jesus ressuscitado, o bem-amado Filho. Para mim, verdadeiramente, Deus encarnado foi tão palpavelmente revelado que quase vi a Deus, pois vi a Jesus, por assim dizer, em quem toda a plenitude da Deidade, habita corporalmente. Ainda assim, vejo “como em espelho, obscuramente”.

COMO SERÁ EFETUADA ESTA MUDANÇA TÃO NOTÁVEL? POR QUE VEREMOS MAIS CLARAMENTE ENTÃO DO QUE AGORA?

Aqui a luz é como a Aurora. É um tênue crepúsculo. No céu será o incêndio do meio dia. Deus declarou algo de Si mesmo por boca de seus santos profetas e apóstolos. Agradou-Lhe falar-nos mais claramente através dos lábios de Seu Filho, a quem nomeou herdeiro de todas as coisas, para nos mostrar mais abertamente os pensamentos de Seu coração e o desejo se Sua vontade.

Deus, o único sábio Deus, descobrirá para nós os mistérios e nos exibirá a glória do Deus sempiterno. A revelação que agora temos é apropriada para nós como homens revestidos com nossos pobres corpos mortais; a revelação então será apropriada para nós como espíritos imortais. Quando sejamos ressuscitados dos mortos, a revelação será apropriada para nossos corpos espirituais e imortais. Aqui também estamos distanciados de muitas das coisas das quais desejamos conhecer, mas lá estaremos mais próximas delas.

Vemos Cristo através do telescópio da fé, mas então o veremos cara a cara. Sua presença literal e corporal está no céu, desde que foi levado para cima, e nós precisamos ser levados para cima de igual maneira para estarmos com Ele, ali onde está, para que possamos contemplá-Lo literalmente. Aproxime-se do manancial e entenderás muito mais; situe-se no centro e as coisas parecerão regulares e ordenadas.
Cheguemos a Deus, o centro, e veremos como a providência gira em torno do Seu trono de safira.
Nós mesmos, também, quando cheguemos ao céu estaremos mais qualificados para ver do que estamos agora.

Nossos órgãos naturais estão adaptados para nossa presente esfera de ser; e nossas faculdades mentais estão, no caso da maioria de nós, adequadamente adaptadas a nossos requerimentos morais. Se soubéssemos mais de nossa própria pecaminosidade, poderíamos ser conduzidos ao desespero; se conhecêssemos mais da glória de Deus, poderíamos morrer de terror; se tivéssemos mais entendimento, a menos que tivéssemos uma capacidade equivalente para emprega-lo poderíamos estar cheios de arrogância e atormentados pela ambição. Porém lá em cima teremos nossa mente e nossos sistemas fortalecidos para receber mais, sem o dano que nos viria aqui por pularmos sobre os limites da ordem supremamente designados e regulados divinamente.

Aqui temos a fumaça do cuidado cotidiano, o pó constante do trabalho árduo, a névoa do problema que se levanta perpetuamente. Não se poderia esperar que víssemos muito dentro dessa atmosfera cheia de fumaça; porém quando atravessemos mais além, não vamos encontrar jamais nuvens congregadas ao redor do sol que ocultem seu sempiterno resplendor. Lá tudo é claro. A luz do dia é serena como o meio dia.

Parece-me que há uma chamada a nossa gratidão. Devemos estar muito agradecidos por tudo o que vemos realmente. Aqueles que não veem agora – ah, nem sequer “como em espelho, obscuramente” – não verão nunca face a face. Os olhos que nunca veem a Cristo pela fé nunca o verão com gozo no céu. Se você nunca se viu como um leproso, mancha do pelo pecado, você nunca será redimido do pecado, renovado pela graça e com espírito revestido. Se você não tem nenhum sentido da presença de Deus aqui, que lhe constranja a adorá-lo e amá-lo, não terá nenhuma visão da sua glória no mais além, que introduza perenemente a plenitude do gozo e do prazer.
Oh, alegre-se pela visão que tem, querido. É Deus quem a deu a você. Você é um cego de nascimento, e “Desde o princípio não se ouviu dizer que alguém pudesse abrir os olhos de um cego”. Este milagre foi operado em ti e podes ver, tu podes dizer: “Uma coisa sei, que tendo sido eu cego, agora vejo”.

Nosso texto nos ensina que esta frágil visão é muito esperançosa. Tu verás melhor pouco a pouco.

Outra lição é a da paciência de uns para com os outros. Os assuntos dos quais falamos hão de suavizar asperezas de nossos debates; quando estamos disputando acerca de pontos de dificuldade havemos de sentir que não devemos nos irar por sua causa, porque depois de tudo, há limites para nossa capacidade presente assim também como para nosso conhecimento atual. Nossas disputas são frequentemente infantis. Bem poderíamos deixar algumas perguntas em suspenso durante algum tempo. Duas pessoas na escuridão diferem em relação a uma cor e estão lutando ruidosamente a respeito. Se introduzíssemos velas e iluminássemos elas não mostrariam o que era; porém se o olhássemos amanhã pela manhã, quando o sol brilha, poderíamos saber de que cor se tratava. Quantas dificuldades na palavra de Deus são dessa ordem! Ainda não podem ser discriminadas justamente; até que o dia amanheça, nem todos os símbolos apocalípticos serão transparentes para nosso próprio entendimento.
Além disso, não temos tempo a desperdiçar enquanto haja tanto trabalho por fazer. Já se desperdiçou muito tempo.

Quando algumas das coisas que conhecemos forem abertas para nós, confessaremos os erros que cometemos e regozijaremos na luz que receberemos. É natural que queiramos conhecer, mas não conheceremos como somos conhecidos até que estejamos presentes com o Senhor. Agora estamos numa escola e somos crianças inocentes. Logo iremos a uma universidade – à Grande Universidade do Céu – e receberemos nosso diploma lá. Porém, para alguns de nós em lugar de estarmos ansiosos por ir, estremecemos diante do pensamento da morte, aterra-nos atravessar a porta do gozo! Há muitos seres que morrem subitamente; outros morrem enquanto dormem e outros transitaram do tempo à eternidade passando quase despercebidos diante de quem os acompanhavam junto a seus leitos. Podem ter certeza disso: não há dor por morrer; a dor é por viver. Quando deixarem de viver aqui, acabarão as dores. Não culpem a morte por aquilo pelo qual não merece ser culpada; a vida subsiste na dor; a morte é o final da dor. O homem que tem medo de morrer deveria ter medo de viver. Deve estar contente em qualquer momento que a vontade do Senhor assim ordene.
Encomenda teu espírito à Sua Guarda. Quem que somente tenha visto os vislumbres de Seu rosto resplandecente, não desejaria ver Seu rosto, que é como o sol que brilha em sua potência? Oh, Senhor seja feita a Tua vontade! Vemos agora e esperamos ver ainda melhor? Então, bendigamos o nome do Senhor, que nos escolheu por Sua benignidade e por Sua infinita misericórdia. Por outro lado, deve ser causa de grande ansiedade se não crer em Jesus, pois quem não creu Nele, moribundo como está, não verá nunca o rosto do Senhor com gozo.

Oh incrédulo! Preocupa-te por tua alma e busque a Ele e peça socorro. Oh, que Deus abrisse teus olhos nessa mesma oração! É uma benção que conheças em parte.

Que conhecer a Ele seja tua feliz porção, já que esse conhecimento é vida eterna.

FONTE
Traduzido de http://www.spurgeon.com.mx/sermon1002.pdf
Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio
público e com permissão
Sermão nº 1002—Volume 17 do The Metropolitan Tabernacle Pulpit,
Original em inglês: NOW, AND THEN
Tradução: Weslei Roberto Cândido
Revisão: Armando Marcos
Projeto Spurgeon – Proclamando a CRISTO crucificado.
www.projetospurgeon.com.br
@ProjetoSpurgeon
Publicado no Projeto em novembro de 2011

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Vinde a mim, todos que estão cansados e sobrecarregados!

Tem dias que são cansativos, situações que sugam a energia e atitudes que roubam a esperança.
São tantos fardos depositados sobre os ombros do homem que o deixam cansado e sobrecarregado.
Mas onde encontrar refrigério e paz para a alma?
O dia a dia, as decepções, frustrações, quedas, tropeços do caminho querem sufoca-lo? Corra para CRISTO!
Existe paz e descanso para sua alma NELE.
Não acredita? Então por que não experimenta?
ELE mesmo fez o convite:

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mateus 11: 28-30.

Quer encontrar descanso e paz? Vá até JESUS.

Não sabe mais o que fazer e nem para onde ir, converse com JESUS.
Se roubaram sua esperança, despedaçaram seu coração e angustiaram sua alma, conte a JESUS qual é a sua dor, ELE pode ajuda-lo.

Charles Haddon Spurgeon, em mais um de seus sermões, lembrou-me do refrigério que há em CRISTO.

Que o Espírito Santo de Deus revele e ministre a cada coração!

Descanso para os cansados
Sermão nº 1322,  pregado na noite de domingo, em 22 de Outubro de 1876 por Charles Haddon Spurgeon no Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

O Tabernáculo estava aberto para estranhos nesta noite, com toda a congregação cedendo generosamente seus lugares.

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mateus 11: 28-30.

Destacarei desde o princípio quem é que faz tão grande promessa e dá tão livre convite. Há muitos médicos charlatães no mundo e cada um deles proclama o seu próprio remédio. Quem é este Homem que nos chama tão seriamente e nos promete tão confiadamente?

Este Homem maravilhoso que promete descanso àqueles que vêm a Ele, também é Deus! Ele é o Filho do Altíssimo, bem como o filho de Maria! Ele tem poder, por causa da Sua Natureza Divina, para realizar qualquer coisa que promete fazer!

Como Homem, o Senhor Jesus era conhecido por Sua veracidade. Nunca saiu de Seus lábios um equívoco. Ele nunca Se gloriou além de Sua capacidade nem levou homens a esperar Dele algo que Ele não pudesse entregar.

Não veio Ele para contar aos homens as Verdades de Deus? Era esta a Sua tarefa e a cumpriu minuciosamente. Então, acredite Nele! Assim como vocês estão persuadidos da veracidade do Seu caráter, aceitem o Seu ensinamento. E como vocês creem na Sua Deidade – se de fato creem, e eu acredito que creem – creiam na Sua capacidade de salvar e confiem imediatamente as suas almas às mãos Dele!

Desde que Ele proferiu estas palavras, Ele morreu a morte de Cruz pela qual obteve poder para tirar os pecados dos homens! Já ressurgiu do túmulo, para nunca mais morrer, e ascendeu à Glória com todo poder dado a Ele nos Céus e na terra. Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores! E é no SEU nome e pela SUA autoridade que proclamamos a vocês o Evangelho de Cristo, de acordo com as Palavras registradas pelo evangelista Mateus:
 “Toda autoridade Me foi dada nos Céus e na terra: portanto, vão e ensinem todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Jesus é um Redentor entronizado que hoje convida vocês! Certifiquem-se que não O recusem quando Ele fala. Ele é capaz de salvar definitivamente os que, por meio Dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. Portanto, não duvide do Seu poder para salvar vocês, mas venham a Ele imediatamente e encontrem descanso para suas almas.

Primeiramente, eu percebo aqui uma característica que descreve vocês como os que estão cansados e sobrecarregados. Em segundo lugar, percebo uma benção que convida vocês – “Eu lhes darei descanso.” Em terceiro lugar, percebo uma direção que guiará vocês – “Venham Mim; tomem sobre vocês o meu jugo; aprendam de Mim.” E, em quarto lugar, percebo um argumento que eu confio que possa persuadir vocês – “Eu sou manso e humilde de coração. Meu jugo é suave e meu fardo é leve.”

Trabalhadores e carregadores de fardos constituem a grande massa da humanidade – e o Senhor Jesus convida a todos eles sem exceção – os da alta
ou da baixa sociedade, estudados ou analfabetos, morais ou depravados, velhos ou jovens – todos que estão cansados e sobrecarregados estão compreendidos em Seu chamado.

Alguns se aventuraram a dizer que isso descreve um certo caráter espiritual, mas eu não consigo ver quaisquer palavras que marquem a espiritualidade das pessoas. Nós não nos atreveremos a inventar um limite onde Deus não colocou parafuso ou barra, ai daqueles que colocarem suas próprias barreiras.

Está escrito – todos que estão cansados”, e se você está cansado, isso o inclui! Está escrito – “todos que estão sobrecarregados”, e se você está sobrecarregado, isso inclui você.

Graças sejam dadas a Deus porque nenhum homem pode deixa-lo fora se estiver disposto a obedecer, e vier a Cristo, aceitando SEU chamado e obedecendo ao Seu comando.

Venham vocês que estão cansados pelo trabalho mental – que estão esticando suas mentes e esgotando seus espíritos; vocês que definham e suspiram por repouso para suas almas, mas não o encontram! Por que gastam os seus esforços naquilo que não satisfaz? Se vierem a Cristo, encontrarão uma salvação perfeita, completa e justa ao alcance das suas mãos!

Eu sei como gastam os dedos até os ossos para tecer vestes com suas próprias justiças, as quais, se fossem tecidas, não seriam mais substanciais do que teias de aranha e não mais duradouras do que as folhas que caem no outono!

Por que não deixam esse trabalho infrutífero? Ó, vocês que esperam por salvação pelas obras da Lei, é a vocês que Jesus fala! E Ele diz: Venham a Mim, e Eu lhes darei descanso.” E ele pode fazê-lo! Pode, imediatamente, dar-lhes uma justiça imaculada! Ele pode vestir-lhes da cabeça aos pés com vestes de salvação! Instantaneamente, pode dar-lhes ambas estas coisas, e assim, dar descanso a vocês que estão cansados!

Alguns de vocês estão em busca de felicidade. Pensam que podem encontrá-la no ganho e no lucro – acumulando dinheiro e buscando descanso na abundância da sua amada riqueza. Ah, vocês nunca terão o suficiente até que tenham a Cristo! E quando O tiverem, serão completamente cheios!

Todas as riquezas não poderiam preencher um coração humano – a alma é insaciável até que encontre o Salvador – então, ela recosta sobre o Seu peito e entra na perfeita paz.

Jovem irmão, aceite um conselho de amigo e não se importe mais com o louvor dos homens, pois é meramente um vento. Se for ascender a um grande nome, torne-se um cristão, pois o nome de Cristo é o nome sobre todo nome e sublime alegria é estar escondido debaixo dele, e ser por ele ofuscado! Cristo não lhe fará grande entre os homens, mas Ele lhe fará tão pequeno em sua própria estima que o lugar mais baixo à mesa Dele mais do que lhe satisfará!

Você está trabalhando em busca do quê? É em busca de conhecimento? Eu lhe parabenizo. É uma boa possessão e um tesouro escolhido. Mas, todo o conhecimento que deve ser obtido do apogeu até o centro da Terra nunca satisfará seu entendimento até que conheça a Cristo e seja achado Nele! Ele pode dar descanso para a sua alma neste sentido, dando-lhe conhecimento de Deus e um entendimento do Seu amor. Seja o que for que você trabalhe para conseguir, venha a Jesus, e Ele lhe dará descanso.

Mas o texto fala de alguns como “sobrecarregados”. Eles não estão meramente lutando e se esforçando, mas estão sobrecarregados. É para estes que Jesus diz: “Eu lhe darei descanso.”

Alguns carregam um fardo de pecado. Talvez alguns de vocês pensem que não tem pecado. Mas, há outros que sabem que pecaram. Na lembrança do pecado, são tomados pelo medo e, olhando para o presente, para a sua própria condição e posição, eles se sentem agitados e infelizes. O seu pesar não tem nada a ver com a casa ou com o celeiro – é consigo mesmos que seus fardos começam e terminam. “Eu pequei”, eles dizem, “e como posso ser perdoado?” Este é o fardo que carregam.

Alguns carregam um fardo de tristeza em cima deste fardo de pecado – uma exasperação, uma preocupação e um pesar diário dos quais eles não podem escapar – a estes, Jesus suplica e diz: “Eu tomarei os seus pecados, lhes perdoarei, e lhes farei mais brancos do que a neve. Eu também tirarei os seus pesares, ou, se a tristeza habita com vocês, eu lhes farei tão contentes em suportá-la que agradecerão a Deus pela cruz que carregam e se gloriarão na sua enfermidade porque o poder de Cristo, de fato, repousa sobre vocês.” Sobrecarregados, então, com pecado ou tristeza, venham para Jesus e Ele lhes dará descanso!

Ou, possivelmente, o fardo pode ser o cuidado diário. Você clama continuamente: “O que comerei? O que beberei? O que vestirei?” Ó, que corações pesados percorrem as ruas! Quantos são insuficientemente alimentados e escassamente vestidos! Quantos andam infelizes porque não veem provisão para suas necessidades mais básicas! A estes mesmos, Jesus diz: Venham a Mim, e Eu lhes darei descanso. Ele ensina a doce arte de lançar nossas ansiedades sobre Ele que tem cuidado de nós. Ele nos mostra que nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Ele tem uma maneira de nos fazer contentes com pouco: até um jantar de ervas, com a Sua graça para temperá-las, se torna maior iguaria do que o boi cevado do homem rico! Venham a Ele, vocês que são atingidos pela pobreza, e Ele lhes ensinará a ciência de se alegrarem e regozijarem em todas as circunstâncias!

Ou, o fardo pode ser aquele da dúvida. Pode ser que você se sinta como se não pudesse acreditar em nada e que não tem certeza de coisa alguma. Este também é um esmagador fardo para um espírito pensativo. Eu sei o que isso significa, pois já vi as firmes montanhas da minha juventude serem movidas dos seus fundamentos e serem lançadas num mar de questionamento. Eu também fui carregado de dificuldades e ceticismos. Deste fardo eu sou liberto, pois naquele dia em que eu cri em Jesus – o Homem, o Deus – e lancei-me a Seus queridos pés para ser Seu servo, crer nas Suas palavras e confiar Nele, então a terra cambaleante se firmou e o Céu não mais fugiu! Eu vi Jesus e Nele encontrei um mastro de fé, a base da crença!

Está cansado da vida, jovem? Cristo lhe dará uma nova vida e lhe ensinará como regozijar sempre Nele! Está decepcionado? O mundo lhe deu um tapa no rosto quando você buscava um beijo? Venha para o meu Senhor!
Ele lhe dará novas esperanças que nunca serão desapontadas, porque quem crê Nele não será envergonhado! Você está exasperado com os outros e acima de tudo consigo mesmo? Jesus pode ensinar-lhe a amar e acalmá-lo novamente. Alguém lhe assedia e zomba de você dia após dia? Venha para o meu Mestre e as importunações do mundo não mais lhe afligirão. Você considerará que estas leves aflições, que são apenas por um momento, não são dignas de serem comparadas com a Glória que está para ser revelada em você!

Você está desesperado? Deseja que não houvesse o depois? E se você tivesse certeza de que não há, providenciaria sua própria morte? Menosprezaria sua alma e acabaria com esta vida mortal de uma vez? Ah, não faça isto! Há dias melhores diante de você, desde que Jesus tenha lhe encontrado, e uma nova vida começará se vier ao meu Mestre e sentar-se a Seus pés!

O texto fala de UMA BENÇÃO QUE OS CONVIDA. Venham a Mim”, Jesus diz, “e Eu lhes darei descanso.” Descanso para o corpo desgastado é o emblema exterior da benção interior que Jesus oferece diante dos olhos de todas as almas cansadas e sobrecarregadas. A consciência lançada para lá e para cá debaixo de uma convicção de pecado não tem paz. Mas, quando Jesus é revelado sangrando e sofrendo no lugar do pecador e fazendo expiação completa pela culpa humana, então a consciência se aquieta. Assim como a pomba de Noé pousou sobre a arca, assim a consciência pousa sobre Cristo e descansa ali para sempre! Nenhum pecado seu lhe atribulará quando você vir como ele atribulou a Cristo, como Ele o tomou sobre os Seus ombros e o carregou para a Cruz, e então o lançou para as profundezas do mar, para nunca mais ser mencionado contra você novamente, para sempre!

Jesus dá descanso para a mente bem como para a consciência. Como eu disse, a mente vagueia para lá e para cá, perdida em labirintos sem fim. Ela precisa crer em algo, mas não sabe no quê. O maior descrente, em geral, é o que mais acredita – contudo, ele crê numa mentira. Incredulidade e credulidade são estranhamente correlatas, pois aquele que não acredita em Deus, geralmente acredita em si mesmo, ou em qualquer coisa que seus sonhos possam formar. Mas, aquele que toma Cristo e descansa Nele, encontra a sua mente não mais perturbada – seus pensamentos descansam, seu juízo é satisfeito e seu cérebro é acalmado.

Descanso para o coração, também, é dado por Jesus. Ó, há espíritos especiais e sensíveis neste mundo que necessitam, acima de todas as coisas, de alguma coisa para amar! Estes frequentemente escolhem um objeto terreno e se inclinam sobre aquele junco até que ele se quebra e se transforma numa lança penetrante. Ó, corações que suspiram por amor, eis aqui um Amado para vocês, que vocês podem amar o quanto quiserem ou puderem – e, ainda assim, nunca serem culpados de idolatria ou jamais encontrarão traição! Ó, coração partido, Ele curará você! Ó, terno coração, ele deleitará você! O amor de Jesus é vinho dos Céus e quem bebe dele é cheio de sublime alegria! Jesus pode dar descanso ao coração palpitante. Vocês, filhos da desolação, se apressem para cá! Filhas da desilusão, aproximem-se ao som deste chamado!

Se estiverem dispostos a entregar suas próprias vidas para a Glória de Deus, como Jesus fez – pois não podem ser Seus discípulos se não o fizerem – então encontrarão descanso perfeito para as suas almas.

Quanto aos medos e previsões com que agora são atribulados, Jesus os transformará em esperanças de glória sem fim! Premonições escuras de um futuro, vocês não sabem quais– o som de um terrível mar cuja maré bate sobre uma costa invisível, cujos vapores ressoam com o som de tempestade e eterna tormenta – de tudo isto, vocês serão libertos! Jesus lhes dará descanso de todo medo.

Descanso tal que lhes livrará de todos os seus fardos e lhes acalmará de todas
suas lutas – este é o descanso que Jesus lhes promete!

Mas você não pode obter descanso a menos que venha para Cristo. Nem o próprio Céu pode lhe dar paz à parte de Cristo, tampouco o sono profundo do túmulo lhe descansará a menos que você adormeça Nele! Nem Céus, nem terra, nem mar nem o Hades – nenhum deles pode lhes dar nenhum traço de descanso até que você venha ao Deus Encarnado, Cristo Jesus, e se prostre a Seus pés. Então encontrará descanso para as sua alma, mas não antes disso!

O texto apresenta UMA DIREÇÃO PARA GUIAR CADA ALMA CANSADA E
SOBRECARREGADA NA BUSCA POR DESCANSO.

Eu lhes convido a prová-la e lhes exorto a, imediatamente, aceitarem Sua
orientação e liderança. A primeira instrução é: “Venham a Mim.” “Venham a mim.” Ele disse, “e Eu lhes darei descanso.” Notem, não é ir a um sacramento. Não é ir a uma Igreja, ou ir a uma doutrina. É ir a uma Pessoa que está diante de vocês – “Venham a Mim.” Vocês devem ir ao Deus em forma humana, à Deidade, Ele mesmo, habitando entre nós, e tomando a nossa natureza sobre Ele. Você deve ir a Ele. Ele convida você a vir – vir como está – vir sozinho – vir a Ele e somente a Ele!

Ninguém aqui precisa que eu diga que não podemos ir a Cristo de forma física, pois a sua própria Pessoa física está nos Céus e nós estamos aqui embaixo. A ida a Ele é mental e espiritual. Assim como podemos ir em espírito a um grande poeta a quem nunca vimos em pensamento, em meditação, também a Jesus, a quem nossos olhos nunca contemplaram! Nós devemos ir a Ele da mesma forma que as seguintes palavras descrevem – “Eu creio no que Deus diz a Teu respeito, ó Maravilhosa Pessoa. Eu creio que Tu morreste pelo pecado humano. Creio que Tu és capaz de salvar, e penso em Ti e medito em Ti diariamente. Eu creio que Tu és o Salvador, e confio em Ti para me salvar. Eu estou aflito e Tu me dizes: ‘Eu lhe darei descanso.’ Confio em Ti para me dar paz e desejo seguir Tuas instruções até que encontre descanso. Eu peço-Te que me dê o Teu Espírito para que eu entre no Teu descanso. No tanto que está em mim para fazê-lo, eu venho a Ti! Ó, atrai-me enquanto eu venho! Senhor, eu creio! Ajuda-me na minha incredulidade!”

Agora, note, não é meramente ao Seu ensino, ou aos Seus Mandamentos, ou à Sua Igreja, que você deve se aproximar – é a ELE que você deve ir! Não é simplesmente ler a Escrituras ou oferecer orações, pois se você colocar sua confiança em ler a Bíblia, ou na oração, você parou antes de chegar à base da salvação. É a JESUS – uma Pessoa de verdade – um Homem, e ainda assim, Deus – que morreu, mas que vive e a quem você deve se achegar. Você deve confiar Nele! Quanto mais você sabe Dele por meio da leitura da Sua Palavra,
tanto mais você será capaz de vir.

O próximo comando de Jesus é: “Tomem sobre vocês o meu jugo” “Venham”, e então, “tomem”. Isto quer dizer, nenhum homem é salvo por meramente confiar-se a Cristo, a menos que esta confiança seja de maneira viva e prática.

Às vezes, eu explico isto ao meu povo como explicarei a vocês. Um médico renomado visita você, quando você está muito doente, e lhe diz: “Você confia em mim?” Você responde: “Sim, senhor, completamente.” “Bem”, ele diz, “se
confia em mim completamente, e entrega o seu caso às minhas mãos, creio que posso leva-lo a vencer esta enfermidade.” Você o assegura da sua fé nele, e então, ele começa a lhe questionar. “O que você come?”. Com a resposta, o médico levanta as mãos, horrorizado, e exclama: “Ora, meu bom homem, você come exatamente aquilo que alimenta a sua doença – não pode tocar nisto, não importa o quando goste – você deve comer algo mais simples e ter uma dieta que não lhe faça mal.” “Então”, ele diz, “Eu lhe enviarei um remédio que tomará a cada três horas, de acordo com a receita. Você tem certeza de que confia em mim?” “Sim.” Diz o paciente. “Então tudo ficará bem.” O médico volta depois de alguns dias e diz: “Você parece estar pior, meu amigo. Temo que a sua doença tenha se apoderado mais fortemente de você do que antes. Eu não entendo como as coisas tomaram esta direção. Você está confiando em mim?” “Sim, doutor, confiando no senhor totalmente.” “Bem, o que você tem comido?” E, então, você começa a contar-lhe que tem comido simplesmente tudo o que comia antes e que quebrou todas as regras dele quanto à comida. “Agora”, ele diz, “eu vejo porque você está pior. Não está confiando em mim. Você tem tomado o remédio regularmente?” Ele olha para o frasco sobre a mesa. “Ora, você não tomou sequer uma única dose!” “Não, senhor, eu provei e não gostei, então deixei para lá.” “Como pode ser isto?”, diz médico, muito entristecido. “Meu amigo, você disse que confiava em mim cegamente.” “Sim, senhor, eu confio.” “Mas eu digo que você não confia”, ele diz, “e eu o deixarei. Insisto que não serei responsável pela sua saúde se zomba de mim com a uma fé tão fingida! “Se acreditasse em mim, teria feito o que eu mandei.”
Agora, Jesus Cristo nunca me enviou, ou a qualquer outro ministro, para pregar a vocês dizendo, “Apenas creiam e vivam como quiser, e seja salvo.” Tal pregação seria uma mentira! É verdade que dizemos “Apenas creia”, mas este “Apenas crer” deve ser uma crença tal que você faça aquilo que Jesus ordena! Jesus não prometeu que salvaria você nos seus pecados, mas dos seus pecados, assim como um médico não finge curar um homem enquanto ele alimenta sua doença e recusa o remédio – ele apenas promete que aquele homem será beneficiado se a fé que ele exige que o mesmo exercite se mostrar ser uma fé prática e real. Guardem-se da fé de mentiroso! E é uma fé de mentiroso que você demonstra se vai a reuniões de avivamento e depois vai embora e vive exatamente como fazia antes.

Então Cristo diz, “Tomem sobre vocês o meu jugo”. Isto é, “se vocês serão salvos por Mim, Eu devo ser o Mestre de vocês e vocês devem ser Meus servos. Vocês não podem Me aceitar como Salvador, se não me aceitarem como Legislador e Comandante. Se vocês não fizerem o que eu mando, vocês nunca encontrarão descanso para suas almas.” Jesus diz, “aprendam de Mim.” Isto quer dizer que, no começo, você não conhece toda a Sua vontade e, talvez, faça algo errado – mas será em ignorância – e Ele graciosamente passará sobre sua culpa. Mas Ele diz, “seja Meu discípulo. Seja Meu aluno. Venha e aprenda a Meus pés.” Cristo não será seu Salvador se Ele não for seu Mestre. Ele lhe ensinará muito no começo, e muito mais à medida que você prossegue. E é essencial à sua salvação que você tenha um espírito ensinável como o de uma pequena criança. Você deve estar disposto a beber aquilo que Jesus derramar para você. A promessa é para aqueles que estão dispostos a ser aprendizes.

Agora, o que são discípulos, se não aprendizes? Você deve estar disposto a ser um aprendiz e dizer, “como aprendi, eu farei, e como fui ensinado, praticarei, confiando em Ti, ó Jesus, para me salvar durante todo o processo. Não confiando em minha prática ou em meu aprendizado, mas confiando em Ti somente. Sim, tanto fazendo quanto aprendendo, porque eu confio em Ti. Porque Tu és toda minha esperança, portanto eu farei aquilo que o Senhor me mandar, se Tu, ó Senhor, me ajudares.”

Venham, jovens, é bom carregar o jugo de Cristo na sua juventude. Vocês devem ter algum mestre, ou serão seus próprios mestres, e não poderiam ter um pior. Ou terão o diabo como seu mestre, ou o mundo e qualquer um destes fará de vocês terríveis burros de carga! Mas, se tomarem Cristo como seu Mestre, ó, é então que vocês O descobrirão como seu Salvador, e entrarão imediatamente no descanso! E este descanso crescerá, pois, se notarem, meu texto diz primeiro, “Eu lhes darei descanso”, então ele diz, “vocês encontrarão descanso.” Isto equivale a dizer que encontrarão gozo mais e mais profundo da vida à medida que entenderem de forma mais completa a vontade Divina e obtiverem mais Graça para praticá-la. Esta é a totalidade e a essência do Evangelho.

Abaixem a crista do seu orgulho! Desatem as armaduras da autoglorificação
e digam, “Jesus, Mestre, tão somente me salva da culpa e do poder do pecado e eu Te bendirei para sempre e sempre, e regozijarei em obedecer-Te enquanto eu viver.”

Agora, a última coisa - O ARGUMENTO A PERSUADIR-LHES A FAZER ESTAS COISAS, o Mestre a Quem vocês devem servir é “manso e humilde de coração”. Eu confesso que há homens aos quais eu não poderia servir. Eles são orgulhosos, austeros e dominadores. Mas, quando você olha para Jesus Cristo, cujo Ser inteiro é amor, brandura, mansidão, humildade – ó, há alguns de nós que sentem que não somos dignos de desatar as correias das Suas sandálias!

Nós nos consideraríamos no Céu se nos fosse permitido beijar os Seus pés, ou lavá-los com nossas lágrimas, porque Ele é tão Glorioso que a Sua beleza nos atrai a Ele. Ele nos deixa maravilhados por Seu grandioso Caráter e nós não consideramos escravidão, mas perfeita liberdade, carregar o Seu jugo e a Sua Cruz! Vocês nunca ouviram como Ele foi servido pelos Seus discípulos? Ora, eles entregaram suas vidas por Ele com alegria! Eles O amaram tanto que cantaram na escuridão da masmorra e a iluminaram com as suas alegrias! Eles bateram palmas nas chamas, felizes em serem consumidos para que pudessem ser testemunho para Ele!

Ó, Ele gerou tanto entusiasmo em Seus seguidores que nem as grades de St. Lawrence, nem os touros selvagens de Blandina puderam impedir que os santos glorificassem Seu nome! Eles teriam atravessado o próprio Inferno para
servi-Lo, se fosse possível! O amor Dele teve tal poder sobre eles que qualquer coisa que tenhamos que sofrer por Ele, pois Ele sofre conosco!

Em todas as nossas aflições, Ele é afligido e Ele não terá alegria enquanto não der alegria ao Seu povo! Ele Se esvaziou de todas as Suas glórias e a Si mesmo Se entregou para morrer na Cruz consumou a redenção do Seu povo com Suas próprias agonias.

Quem não seguiria Aquele cujas pegadas mostram que Ele foi crucificado em favor dos Seus seguidores? Quem não se ajuntaria sob Sua bandeira, quando vê que’ Sua mão que a segura foi furada com pregos para nos redimir do Inferno?

Finalmente, o que Jesus Cristo pede que vocês façam não é algo difícil. Como Ele não é severo, nem tampouco Seus mandamentos, são difíceis, pois Ele diz, “Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve”.

Ele somente proibirá coisas que lesionarão você, e colocará algo melhor no lugar delas. Ele pode lhe chamar para tarefas que o provarão, mas, então, Ele lhe dará consolações tais que as mesmas deixarão de ser provações. Na verdade, as dificuldades de seguir a Cristo são agradáveis aos Seus seguidores mais sinceros! Eles amam as dificuldades que possam mostrar a sinceridade da confiança que tem no Líder deles. Ó, amados amigos, o serviço do Senhor Jesus Cristo não é escravidão! Não há correntes a serem usadas! Não há prisões para sermos detidos, ou, se há, elas não são obras Dele, mas são artifícios dos inimigos Dele. Os caminhos de Cristo são caminhos de delícias e todas Suas veredas são veredas de paz.

Ele lhes chama àquilo que é verdadeiro, honesto, amoroso, gentil, celestial. Ele pede apenas que você deixe aquilo que é mau e desagradável aos olhos Dele, degradante para a sua mente e que bloqueiam os canais de paz e alegria para a sua alma.

Você verá imediatamente quão prontamente Ele é capaz de perdoar! Se pensar no pecado, ele parecerá uma coisa monstruosa que nunca poderia ser deixada para trás. E quando tiver chegado nesse ponto, é hora de pensar no sangue dele  que nos purifica. Pense no pecado até que ele prostre você, mas não pense nele ao ponto de se desesperar! Torne seus olhos para o madeiro sangrento do Calvário e veja, ali, o Filho de Deus em agonias de corpo e alma, derramando a Sua vida pelos pecadores! Que o Espírito Santo lhes dê olhos rápidos para os sofrimentos de Jesus. Ó, eu já olhei algumas vezes para Cristo dessa forma até que eu disse “O pecado de um mundo pode ter prontamente perdoado! Sim, Mestre, e se cada estrela nos céus fosse um mundo, e se cada mundo posse cheio de pecados como a Terra é, ainda assim, certamente, nenhuma redenção maior seria necessária do que o Teu augusto sacrifício, ó Poderoso Filho de Deus!”


John Hyatt, em seu leito de morte, foi questionado por um de seus amigos, “Sr. Hyatt, o senhor pode confiar a sua alma a Jesus agora?”. E o bom homem respondeu, “Confiar uma alma a Ele? Eu poderia confiar um milhão de almas a Ele, se eu as tivesse!” É assim que eu me sinto quando penso na morte do meu Senhor Jesus, e é como que eu quero que vocês que estão perturbados de espírito se sintam. À medida que vocês O virem ferido, sangrando, morrendo no madeiro maldito, pecadores, que vocês encontrem seus corações crendo que Ele sofreu assim por vocês. E, à medida que vocês acreditam nisso, vocês encontrarão descanso para as suas almas. Que Deus dê descanso a cada um de vocês por amor a Cristo. Amém.